Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026

Hamas aceita trégua com Israel

Terça, 25 de Janeiro de 2005 às 03:38, por: CdB

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas (Abu Mazen), resolveram quase todas as divergências entre si, e os milicianos islâmicos estão dispostos a uma trégua com Israel.

Assim informou, nesta terça-feira, a rádio pública israelense que cita fontes relacionadas com essa organização fundamentalista, entre elas Musher al-Masri, porta-voz do Hamas em Gaza, e Hassan Yusuf, um dos principais líderes desse movimento na Cisjordânia.

Yusuf declarou à emissora que as negociações entre os representantes do Hamas e o presidente Abbas "avançaram pela primeira vez de forma substancial", e que "há resultados concretos" dos quais se informará em breve.

Tudo depende de Israel, disse Yusuf, que recuperou há alguns meses sua liberdade após passar vários anos na prisão, condenado por um tribunal israelense por suas atividades.

O Hamas responderá positivamente a respeito de uma trégua (udna), disse Al-Masri à emissora se o governo de Ariel Sharon libertar os prisioneiros palestinos, cessar suas operações militares contra os militantes do movimento, devolver os corpos dos mortos e se retirar dos territórios ocupados.

O Hamas e seu braço armado, os Batalhões de Azedin al Qasem, estão entre as principais facções da resistência palestina contra a ocupação militar israelense em Gaza e na Cisjordânia, e também são os principais opositores ao governo presidido por Abbas.

Desde que o presidente Abbas começou suas negociações em Gaza para acertar um cessar-fogo, há uma semana, as facções da resistência reduziram praticamente a zero seus ataques contra objetivos israelenses, salvo um grupo dissidente do Fatah, as Brigadas de Ahmed Abu Rish, que ontem, segunda-feira, dispararam seus morteiros contra um assentamento judaico, embora sem conseqüências.

O cessar-fogo de fato por parte das facções palestinas, e a redução de suas operações por parte das Forças Armadas de Israel, cujo Governo não participa das negociações com os palestinos, podem dirigir finalmente a uma trégua oficial.

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