O governo do Haiti anunciará depois do dia 11 de abril a criação do Conselho Eleitoral Provisório.
- O anúncio da criação do órgão será feito depois do domingo de Páscoa - disse Paul, porta-voz de Convergência Democrática.
As declarações de Paul são feitas depois que o presidente do movimento político 'Moun', o empresário Georges Saati, afirmou na última quarta-feira em Porto Príncipe que ainda é cedo para pensar em uma convocação eleitoral.
- Devemos dar ao governo (do primeiro-ministro Gérard Latortue) uma oportunidade para canalizar o país antes de pensar em eleições - disse Saati à imprensa.
O empresário regressou recentemente ao Haiti desde o exílio que o obrigou sua oposição ao regime do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide.
Saati opinou que no Haiti existem atualmente muitos partidos políticos.
- São muitos e não são representativos do povo haitiano - disse.
Ele sugeriu ao governo fixar uma lista de um mínimo de 50 mil membros para que um partido político seja reconhecido como tal pelo Estado.
A opinião pública haitiana está dividida entre os que pedem a convocação de eleições no final deste ano, e os que sustentam que a consulta não seria viável em um prazo inferior a dois anos.
Réginald Dumas, enviado especial a Haiti do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, fixou em 18 meses o período de transição necessário antes de convocar a eleições. Dumas expôs os resultados de sua missão no Haiti durante um comparecimento da terça-feira ante o Conselho de Segurança da ONU.
O enviado especial de Annan pediu além disso a comunidade internacional que permaneça comprometida com o país caribenho durante um período de vinte anos.
Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026
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