O ex-senador Paul Denis, eleito membro do comitê tripartidário que se propõe formar o novo Governo do Haiti, disse que espera poder anunciar nesta quarta-feira o nome do novo primeiro-ministro do país.
Denis explicou que há 'urgência' para encher o vazio de poder que existe no Haiti desde o domingo passado, quando o presidente Jean-Bertrand Aristide saiu do país para exilar-se no estrangeiro, quando faltavam dois anos para completar o mandato.
Para o ex-senador, este vazio de poder favorece o caos que há vários dias se vive no Haiti.
- A situação está extremamente preocupante - declarou Denis em referência aos numerosos saques e atos de violência que se registraram no Haiti.
Denis foi eleito na última terça-feira junto a Adama Guindo, chefe local do Programa das Nações Unidas (PNUD), para integrar o comitê que se encarregará do processo de formação do novo Executivo, anunciou Micha Gaillard, porta-voz da Plataforma Democrática. O comitê, que se encarregará de selecionar aos membros de um conselho que decida a formação do novo Executivo Haitiano, também estará integrado por um representante do partido Família Lavalas (Avalancha), ao que pertence Aristide.
Ao esse respeito, Gaillard assegurou que ainda não se estabeleceu contato com o partido Família Lavalas e considerou que 'é a comunidade internacional a que deve ocupar-se disto'. Ele acrescentou que há 'algumas divergências' para conciliar as propostas da comunidade internacional e da Plataforma Democrática que ainda terão que resolver-se para que se forme um conselho que reflita a diversidade da sociedade haitiana.
Aristide, que se encontra na República Centro-Africana, onde recebeu asilo político, declarou na última segunda-feira que foi obrigado pelos Estados Unidos a abandonar o Haiti e que sua queda foi produto de um golpe de estado. O governo norte-americano negou essa versão.
Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026
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