Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Hacker chinês é celebrado como herói por revelar segredos do caça F-35

Hacker chinês que invadiu as redes de empresas contratadas pela Defesa dos EUA e entregou informações confidenciais à China é festejado como herói em seu país

Domingo, 27 de Março de 2016 às 10:18, por: CdB

Hacker chinês que invadiu as redes de empresas contratadas pela Defesa dos EUA e entregou informações confidenciais à China é festejado como herói em seu país

 
Por Redação, com Sputnik - de Pequim
Su Bin se declarou culpado em um tribunal federal de Los Angeles, junto a cúmplices, de invadir as redes da Boeing e de outras empresas do setor de Defesa. As invasões ocorreram entre outubro de 2008 e março de 2014, segundo a promotoria. O cidadão, por outro lado, está sendo visto como grande patriota em seu país.
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Os segredos do caça F-35, dos EUA, foram entregues ao governo chinês por um hacker
“Estamos dispostos a mostrar nossa gratidão e respeito por seu serviço ao país”, diz um editorial do jornal chinês The Global Times. O editorial também questiona se Su é mesmo culpado, alegando que os Estados Unidos já haviam supostamente encontrado “vários espiões” que, segundo o jornal, “a maioria se provou inocente”. Su, também conhecido como Stephen Su, é um abastado homem de negócios” segundo documentos do tribunal. De acordo com os promotores, Su forneceu a dois outros “conspiradores” na China informações confidenciais sobre vários programas, inclusive sobre o avião de transporte C-17 e dois caças: o F-35 e o F-22. EUA e China vêm há anos se acusando de espionagem cibernética. Su é a primeira pessoa acusada com sucesso pelos Estados Unidos de roubar segredos por meio de invasão hacker. Entretanto, segundo o jornal chinês Cheat Sheets, o fato fez de Su um herói nacional. “No campo de batalha secreto, sem pólvora, a China precisa de agentes especiais para adquirir segredos dos EUA”, diz o jornal. Oficialmente, contudo, o porta-vos do ministro chinês de Relações Exteriores, Hong Lei, Pequim “se opõe firmemente e não apoia atividades de espionagem cibernética”.
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