Habeas corpus preventivo para Lula na Lava Jato está registrado
A justiça do Paraná passou a avaliar, a partir desta quinta-feira – após o registro do protocolo em cartório – o habeas corpus preventivo impetrado na Justiça Federal no Paraná, na véspera, que impede a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-presidente disse estar "indignado" com a corrupção
A justiça do Paraná passou a avaliar, a partir desta quinta-feira – após o registro do protocolo em cartório – o habeas corpus preventivo impetrado na Justiça Federal no Paraná, na véspera, que impede a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, caso o juiz federal Sergio Moro decida tomar esse caminho no processo.
O pedido chegou ao tribunal e foi registrado às 16h20 de quarta-feira e refere-se a um possível pedido de prisão preventiva. A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a medida legal. O Instituto Lula, por meio de sua assessoria de imprensa, porém, negou que o ex-presidente tenha entrado com o pedido, mas afirma que qualquer brasileiro poderia fazer essa gestão. A assessoria de Lula encara a atitude como de "alguém preocupado com o ex-presidente" ou "como uma provocação".
"O Instituto Lula estranha que sua divulgação parta do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)", afirma o instituto em nota divulgada à imprensa. Caiado, um dos principais oposicionistas do Senado, divulgou em seu Twitter nesta quinta que Lula teria entrado com o pedido por receio de ser preso.
"O ex-presidente não é investigado na operação Lava-jato", informa o instituto.
Entre os assuntos relacionados na solicitação – feito em uma ação que envolve o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró – constam "'lavagem' ou ocultação de bens, direitos ou valores oriundos de corrupção" e "prisão preventiva".
Em conversa com aliados, Lula tem dito que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação deflagrada pela PF. O ex-presidente lembra que não tem foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento. Por isso, mostra-se apreensivo que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro.
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