Sob o esquecimento quase geral da imprensa, o mundo da música celebra neste 25 de janeiro a data de nascimento de Tom Jobim.
A 25 de janeiro de 1927, na carioquissima Tijuca nascia Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, morto na gelada Nova York em 8 de dezembro de 1994. Para cumprir sua agenda internacional, superou a timidez, o medo de avião e do que chamava de "hate-parade". Vivo, faria hoje 81 anos, com o nome consagrado, ao lado de Villas-Lobos, como os mais clássicos dos populares, ou os mais populares dos eruditos da música brasileira do século XX.
Nascido na Tijuca, o bairro que melhor encarnava a zona norte carioca, mudou-se com a família para Ipanema, bairro que tornaria famoso mundialmente graças a sua mais conhecida composição, a Garota de Ipanema, de 1962. Pensou em trabalhar como arquiteto e chegou a se empregar em um escritório, mas logo desistiu e resolveu ser pianista. Tocava em bares e inferninhos em Copacabana até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical.
A primeira música gravada foi "Incerteza" (com Newton Mendonça). "Tereza da Praia", parceria com Billy Blanco, gravada por Lúcio Alves e Dick Farney pela Continental em 1954, foi o primeiro sucesso. Depois disso compôs com Billy a "Sinfonia do Rio de Janeiro", além de parcerias como Dolores Duran ("Se É por Falta de Adeus", "Por Causa de Você"). Em 1956 musicou "Orfeu da Conceição" com Vinicius de Moraes, um de seus parceiros mais constantes. Da peça, o maior sucesso foi "Se Todos Fossem Iguais a Você".
Em Nova York, Tom encontrou o fim do caminho a 8 de dezembro de 1994, mas na memória de todos os brasileiros fica a certeza de que ninguém interpretou e cantou a alma brasileira como este carioca de todos os bairros do Rio.