Há 50 anos, morria Billie Holiday, um marco da história da música. Com um estilo único de improvisação, Billie começou a se destacar depois de mudar-se para Nova York. Gravou pela primeira vez em 1933, mas foi em 1939 o ápice de sua carreira, que viria a durar muito pouco, graças ao seu intermitente envolvimento com drogas e bebida. Foi presa por consumir heroína no início dos anos 40, e, em 1959, morreu em conseqüência das drogas.
As interpretações pungentes de grandes clássicos do blues e do jazz a transformaram num ícone. Billie nasceu em Baltimore, nos Estados Unidos, como Eleanora Fagan.
Começou a cantar em bares do bairro do Harlem a partir de 1930. A partir de 1935, Holiday passou a ter uma parceria bem-sucedida com o pianista Teddy Wilson e em pouco tempo já se apresentava como artista principal.
Em 17 de julho de 1959, Billie Holiday, a Lady Day, morreu em decorrência de uma cirrose. Seu vício e ritmo de vida frenéticos haviam consumido também seu patrimônio. Ela morreu com US$ 0,70 na conta bancária e US$ 750 no bolso.
Sua biografia virou filme em 1972 com Diana Ross no papel. Em 1987, recebeu um Grammy Póstumo pelo seu legado. Virou selo postal em 1994. Ficou em sexto lugar no ranking promovido pelo canal de TV VH1 nas 100 Mulheres Mais Importantes do Rock´n´Roll. Entre as muitas homenagens que recebeu, destaca-se ser a inspiração para a música Angel of Harlem, dos irlandeses do U2.