Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Em greve, operários que trabalham nas obras do Maracanã fazem novo protesto

Funcionários que trabalham na reforma do Estádio do Maracanã fizeram na manhã desta terça-feira mais um protesto por melhores condições de trabalho. Carregando faixas e cartazes, eles caminharam pelo entorno do estádio e prejudicaram o trânsito nas imediações. Os trabalhadores estão paralisados há 13 dias.

Terça, 13 de Setembro de 2011 às 06:27, por: CdB
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Funcionários que trabalham na reforma do Estádio do Maracanã fizeram na manhã desta terça-feira mais um protesto por melhores condições de trabalho. Carregando faixas e cartazes, eles caminharam pelo entorno do estádio e prejudicaram o trânsito nas imediações. Os trabalhadores estão paralisados há 13 dias. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro, Nilson Duarte, desta vez o grupo reivindica assistência médica para o turno da madrugada e alimentação em condições adequadas. – A reivindicação dos trabalhadores é simplesmente por melhores condições. Não dá para receber comida estragada e na semana passada isso aconteceu por três dias –, disse. Além disso, os operários reclamam que o Consórcio Maracanã Rio 2014, responsável pelas obras e formado pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta, não cumpriu o que ficou acordado, durante negociação após a primeira paralisação, que durou cinco dias, realizada em agosto. Segundo o presidente do sindicato, o consórcio não aumentou o valor cesta básica nem ofereceu plano de saúde aos funcionários. Em nota, o Consórcio Maracanã Rio 2014 minimizou o protesto, informando que “o número de operários que participaram corresponde a menos de 10% dos trabalhadores que atuam na reforma do estádio”. Ao todo, 2,3 mil funcionários trabalham nas obras. O comunicado também destaca que as negociações estão mantidas e que estão sendo cumpridos todos os itens acordados no dia 21 de agosto com o sindicato, sendo os principais o aumento, a partir de 1º de setembro, do valor da cesta básica de R$ 110 para R$ 160, que será pago junto com salário de setembro; plano de saúde individual para os trabalhadores (titulares), também a partir de 1º de setembro; e abono dos dias parados, sem desconto nos benefícios dos trabalhadores. Sobre a qualidade da alimentação, “o consórcio destaca que nenhuma irregularidade foi encontrada com a comida ou sua manipulação” durante inspeção feita de surpresa por técnicos da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses, órgão da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil. A respeito das queixas quanto à segurança do trabalho, o consórcio informa que, desde o início das obras, em agosto de 2010, foram feitas nove fiscalizações pela Secretaria Regional de Trabalho e Emprego, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego, sem que nenhuma irregularidade fosse constatada. A nota ressalta, ainda, que existe um Plano de Segurança do Trabalho e uma equipe médica de plantão para atendimento aos trabalhadores. Há cerca de duas semanas, o consórcio decidiu mover uma ação na Justiça do Trabalho, questionando a legalidade da paralisação. Nestea segunda-feira, o sindicato entregou sua defesa ao Tribunal Regional do Trabalho e, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho, a expectativa é que o órgão emita um parecer até o fim desta semana. Em seguida, a Justiça deverá marcar a audiência para julgar o caso. O Consórcio Maracanã Rio 2014 já havia apresentado sua defesa ao dar entrada na ação. A Empresa de Obras Públicas (Emop) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a paralisação dos trabalhadores prejudica o andamento das obras, mas não compromete o cronograma dos trabalhos, já que a programação prevê uma “margem de fôlego” para imprevistos. Pelo acordo firmado com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a reforma do Maracanã deve ser concluída em dezembro de 2012. A arena receberá a final da Copa das Confederações, no ano seguinte.
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