O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta quinta-feira que lamenta o número de mortes registradas no país por influenza A (H1N1) – gripe suína, mas admitiu que o ministério já previa que isso aconteceria.
– Estamos no Hemisfério Sul em pleno período de frio. A situação, com certeza, vai mudar bastante – disse, Temporão em entrevista coletiva.
Ele condenou a forma de cálculo de mortos pela doença, que leva em consideração o número absoluto e desconsidera a proporção com a população. Para ele, "não é um indicador razoável”. O cálculo correto considera o número de mortes por grupos de 100 mil habitantes.
– É muito precoce para fazermos análises quantitativas. Estamos no início de uma pandemia que atingiu o mundo inteiro e em um período muito curto – disse.
Temporão lembrou a autorização do governo para a liberação de um crédito extraordinário no valor de de R$ 2 bilhões para o enfrentamento da doença. Segundo ele, o país vai fazer uma licitação internacional para comprar vacinas em quantidade superior à capacidade de produção do Instituto Butantan.
O ministro acredita que os recursos serão liberados rapidamente.
– Pedimos recursos olhando o problema da doença como um todo, desde a prevenção à capacitação, para estramos preparados para uma eventual chegada de uma segunda onda da doença – disse.
Sobre o monitoramento de pacientes que estão usando o medicamento Tamiflu, ele afirmou que, por se tratar de uma doença nova, é preciso desenvolver estudos com base em aspectos clínicos e na eficácia do remédio.
– Como o microorganismo não existia, um medicamento que foi desenvolvido para enfrentar outra doença [gripe aviária] está sendo usado – afirmou.
H1N1: Temporão contesta forma de cálculo do indicador de mortes
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta quinta-feira que lamenta o número de mortes registradas no país por influenza A (H1N1) – gripe suína, mas admitiu que o ministério já previa que isso aconteceria.(Leia Mais)
Quinta, 27 de Agosto de 2009 às 09:49, por: CdB