Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

GVT vai analisar entrada na telefonia móvel em 18 meses

Competir no mercado que está se desenhando, após os últimos acordos com teles quadri-play, que oferecerão serviços fixo, móvel, banda larga e TV por assinatura, não representa um motivo de preocupação para a GVT. A operadora, que passou a ser a única, entre os grandes grupos brasileiros, que não tem uma oferta de celular, está confortável, de acordo com o presidente da companhia, Amos Genish. Apesar de considerar que a falta de oferta wireless não significa um problema, ele admite a possibilidade de, no futuro, reverter a situação.

Sexta, 06 de Agosto de 2010 às 09:38, por: CdB
Competir no mercado que está se desenhando, após os últimos acordos com teles quadri-play, que oferecerão serviços fixo, móvel, banda larga e TV por assinatura, não representa um motivo de preocupação para a GVT. A operadora, que passou a ser a única, entre os grandes grupos brasileiros, que não tem uma oferta de celular, está confortável, de acordo com o presidente da companhia, Amos Genish. Apesar de considerar que a falta de oferta wireless não significa um problema, ele admite a possibilidade de, no futuro, reverter a situação. “Não podemos ficar fora desse jogo no longo prazo”, reconhece Genish, esclarecendo que deve  avaliar a entrada da GVT na telefonia móvel somente daqui a 18 meses. Ao ser questionado se a empresa teria interesse na compra de licenças da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para 3G, o executivo aponta que a tecnologia dificilmente atenderia seus objetivos por começar a ficar ultrapassada. O presidente da GVT acha mais sensato aguardar 4G para analisar melhor se a operadora entra no mundo móvel com serviço diferenciado. Para ele, a operadora não fica em desvantagem por não ter celular. Seu argumento é de que na telefonia móvel e fixa ainda não há convergência, apenas oferta casada sem integração entre os serviços. Por considerar que o consumidor brasileiro é sofisticado, Genish acredita que o usuário tende a escolher a prestadora de serviços pelo que ela oferece de melhor e não pelo pacote ofertado. Como a telefonia móvel não é prioridade hoje para a GVT, a tele concentrará seus esforços para ser uma operadora triple-play, com entrega de voz fixa, banda larga e TV paga - que deverá fazer parte da oferta da empresa a partir de 2011. Sua estratégia para competir com Telefônica/Vivo, Oi/PT, TIM/Intelig e Embratel/Claro, que terão esses serviços e mais a telefonia móvel, é oferta diferenciada nos pacotes de internet e televisão por assinatura.
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