O chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos do governo, Luiz Gushiken, admitiu em depoimento nesta quarta-feira, na CPI dos Correios, que há certo excesso de gastos em publicidade federal, mas que, em princípio, "não está tão fora assim".
Gushiken era titular da Secretaria de Comunicação (Secom), com status de ministro. A pasta era responsável pelos contratos de publicidade do governo. Ele negou que houvesse ingerência excessiva de sua secretaria na publicidade de empresas estatais.
Apesar de negar irregularidades, disse que assume a responsabilidade por eventuais falhas que tenham ocorrido, mas não citou nenhuma especificamente. Gushiken isentou de culpa os funcionários da Secom.
No depoimento, que teve início às 10h30, a comissão deverá questionar Gushiken sobre sua suposta ingerência nos fundos de pensão. A suspeita é de que algumas entidades da previdência possam ter contribuído para o caixa dois do PT.
No mês passado, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato insinuou à CPI que Gushiken influenciava as decisões de investimento dos fundos. Um dos homens fortes da equipe original do governo Lula, Gushiken perdeu os poderes sobre a área de publicidade do governo depois de perder status de ministro com o anúncio da extinção da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica.
A mudança ocorreu após as suspeitas de que Gushiken, que integra o "núcleo duro" do governo, favoreceu uma empresa da qual já foi sócio em contratos de publicidade com entidades públicas.
Gushiken admite excesso de gastos com publicidade
Quarta, 14 de Setembro de 2005 às 08:38, por: CdB