Guiné prende 39 após ataques contra presidente
DACAR (Reuters) - Autoridades na Guiné disseram nesta terça-feira que 39 pessoas foram presas depois de uma tentativa frustrada de assassinato contra o presidente Alpha Condé na semana passada, dizendo que os detidos haviam mencionado ligações com círculos políticos e comerciais.
Condé escapou de dois ataques a tiros e foguetes contra sua residência na capital Conakry em 19 de julho. Ao menos três pessoas morreram nos incidentes e a casa dele foi perfurada com balas.
Os ataques, que autoridades acreditam ter relações com ex-autoridades do Exército, aumentaram as preocupações com a estabilidade do país da África Ocidental, maior exportador de bauxita (minério de alumínio) e sede de reservas de minério de ferro cobiçadas pelas grandes empresas de mineração.
Segundo autoridades do Ministério de Justiça da Guiné, investigações estavam sendo realizadas e os 39 detidos, sendo 26 oficiais militares e 13 civis, compareceriam a uma audiência no tribunal na quarta-feira.
Nouhou Thiam, um general demitido por Condé em uma das primeiras medidas para reformar o Exército guineano, notório por sua falta de disciplina, estava entre os detidos.
Condé assumiu o poder em dezembro passado depois da primeira eleição livre na Guiné desde que o país se tornou independente da França. O país foi governado por uma junta militar desde a morte do líder veterano Lansana Conte, em 2008.
(Reportagem de Saliou Samb)
Reuters