Guido Mantega afirma que o Brasil pode crescer 4% em 2014
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil tem possibilidades de voltar a ter um crescimento econômico a uma taxa média anual de 4%, a partir de 2014.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil tem possibilidades de voltar a ter um crescimento econômico
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o Brasil tem possibilidades de voltar a ter um crescimento econômico a uma taxa média anual de 4%, a partir de 2014. Para ele, o bom desempenho previsto poderá vir de um incremento das exportações à medida que começam a surgir sinais de retomada do crescimento da economia internacional.
Em entrevista, na sede regional do Banco do Brasil, na capital paulista, Mantega fez uma análise dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior. “Esse crescimento, anualizando, representa como se a economia tivessse crescendo a uma velocidade de 6%”, avaliou. O ministro classificou o desempenho do PIB como bom.
Na avaliação dele, em 2013 o país fechará com crescimento moderado. “Nossa trajetória é de um crescimento moderado até o final do ano, mas 2014 tende a ser mais promissor”, apontou Mantega citando os resultados que começam a surgir no cenário internacional.
Ele citou, por exemplo, a retomada da economia nos Estados Unidos, União Europeia e demais mercados que são consumidores de produtos brasileiros como os parceiros do Brasil no grupo dos Brics, como Índia, Rússia e China. “Estamos na rota da recuperação econômica, com redução da taxa de juros se traduzindo e um dinamismo melhor” ressaltou.
Confiança na economia
A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre sobre os três meses iniciais de 2013 e 3,3% contra um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, cujos destaques foram principalmente o avanço dos investimentos e o desempenho da agricultura, ficou bastante acima da estimativa de expansão de 0,9%, segundo pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com analistas e economistas.
- Mesmo com desafios, estamos mantendo e até acelerando crescimento, mostrando que o Brasil está preparado para atravessar momentos difíceis na economia internacional - disse Mantega a jornalistas, em entrevista coletiva para comentar os números do PIB. "Com o resultado do segundo trimestre, podemos ter recomposição da confiança na economia brasileira", afirmou.
Inflação elevada, fraco crescimento da atividade e dúvidas sobre as políticas fiscal e econômica estão entre as causas citadas por agentes econômicos e investidores para uma menor confiança no Brasil. Para Mantega, o pior momento da economia devido à crise global já passou, tanto para o mundo quanto para o país.
O ministro evitou fazer prognósticos sobre o desempenho do PIB no terceiro e no quarto trimestres, afirmando que os dados disponíveis "são incipientes". Em termos qualitativos, disse que a trajetória do Brasil é de crescimento moderado até o fim do ano, ainda que, admitiu, isso não seja linear.
Olhando mais à frente, Mantega declarou que em 2014 o país deve voltar a apresentar uma taxa média de crescimento de 4%.
Questionado sobre a recente disparada do dólar ante o real, Mantega disse que o movimento no câmbio se deve principalmente ao mercado futuro, e não é necessariamente por saída de dólares do país. A moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 2,45 na semana passada, no maior nível em quase cinco anos. O Banco Central iniciou em 23 de agosto um programa de intervenção diária no câmbio para prover liquidez e hedge.
Mantega reafirmou que as incertezas sobre a continuidade do programa de estímulo monetário pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, têm causado turbulências nos países emergentes. Segundo o ministro, tem havido ingresso de capitais no Brasil e o governo possui instrumentos para moderar movimentos bruscos no câmbio.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.