Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Guerra Cambial: Tombini admite que entrada de capital no País está intensa

Sexta, 13 de Maio de 2011 às 00:25, por: CdB

Por Agência Estado 12/05/2011 às 20:49

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, admitiu hoje que os fluxos de entrada de capital no mercado doméstico brasileiro estão "intensos".


Tombini admite que entrada de capital no País está intensa

Ao ser questionado sobre se a manutenção dos juros altos favorece a entrada de capitais no mercado brasileiro, presidente do Banco Central afirma que fluxo está ?intenso?

12 de maio de 2011 | 12h 04

Alessandra Saraiva e Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

Rio -

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, admitiu hoje que os fluxos de entrada de capital no mercado doméstico brasileiro estão "intensos". Ele fez o comentário ao ser questionado por jornalistas se a atitude do governo de manter a taxa básica de juros (Selic) relativamente em alta, em comparação com a de outras economias emergentes, não favorece a entrada expressiva de fluxo de capitais no mercado brasileiro.

Tombini explicou que elevar os juros no Brasil faz parte de uma estratégia mais abrangente, por parte do governo, de combate à inflação. "Precisamos atuar em várias frentes. A questão da política monetária, que tem sido ajustada, vai contribuir de forma decisiva para trazer a inflação para a meta."

"Em relação aos fluxos de capitais, que estão intensos e que têm entrado com alta velocidade em economias emergentes como a brasileira, o tratamento tem de ser particular, como o Brasil vem fazendo, buscando moderar o ingresso destes fluxos", detalhou Tombini. Ele acrescentou que, dentro da estratégia abrangente de combate à inflação, por parte do governo, também estão outras ideias além de alta de juros, como medidas macroprudenciais e bons resultados na consolidação fiscal.

"Temos de continuar trabalhando para que a inflação convirja para o centro da meta em 2012. Em 2011 certamente ficará dentro, compatível com o regime de metas de inflação, de 4,5%, com dois pontos de margem de tolerância. Então vai ficar dentro desta margem de tolerância", ressaltou o presidente do BC. "O Banco Central tem adotado suas políticas, tem comunicado (suas políticas) à sociedade. Precisamos fazer um esforço para trazer de fato com consistência e com segurança a inflação no Brasil, a inflação ao consumidor, para o nível de 4,5% em 2012", resumiu.

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