Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Guerra cambial está na agenda do novo governo brasileiro

A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que seu governo irá acompanhar "com rigor" o processo de "guerra cambial e de política de desvalorização de moeda" que ocorre atualmente na economia global, de modo a impedir que o comércio mundial seja afetado.

Terça, 02 de Novembro de 2010 às 14:23, por: CdB

A presidente eleita, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que seu governo irá acompanhar "com rigor" o processo de "guerra cambial e de política de desvalorização de moeda" que ocorre atualmente na economia global, de modo a impedir que o comércio mundial seja afetado. – Não é possível que ocorra aquele tipo de política que ocorreu na década de 30 e que se caracteriza pela desvalorização competitiva. Eu começo a desvalorizar, o outro país começa a desvalorizar e aí isso bloqueia o comércio... cria a guerra comercial – disse Dilma à TV Record, em sua primeira entrevista exclusiva após a eleição. Para ela, uma forma de enfrentar essa situação é ter instituições multilaterais fortes que impeçam os países de manter suas moedas desvalorizadas de forma excessiva. – Eu diria, não fazer aquela política pragmática que é só favorável ao seu próprio país, é isso que se chamou de guerra cambial, que é de fato desvalorizações indevidas – explicou. Dilma disse também que manterá o atual sistema de metas de inflação. – Nós não brincaremos com a inflação, nós seremos um governo que terá, portanto, metas inflacionárias, da mesma forma que teve o governo Lula – afirmou.

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