A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã invadiu 29 sites relacionados ao que chamou de redes de espionagem dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela agência de notícias local Far East News Agency. “Os sites invadidos agem contra a segurança nacional do Irã, cobrindo atividades de direitos humanos”, relatou a agência. Não foram dados detalhes sobre os ataques. Os 29 sites foram identificados em um comunicado divulgado em uma página operada pelas forças armadas do governo iraniano.
A Internet está sendo usada por grupos de oposição iranianos que contestam o resultado das eleições do ano passado, tentam organizar demonstrações e compartilhar informações sobre protestos e prisões. A Guarda Revolucionária é um grupo militar que foi fundado após a revolução iraniana de 1979 e sua estrutura inclui exército convencional, marinha, forças aéreas e unidades de inteligência, além da força paramilitar Basij.
Alguns dos domínios invadidos pela Guarda e listados pela Fars apontam para um único site, o hra-iran.org, que mostrava uma breve mensagem em sua página principal: “Esse website está temporariamente fora do ar, por favor tente novamente mais tarde”. Outros domínios também levavam para sites indisponíveis.
Recentes versões do site arquivadas pelo Google mostram que a página era operada por um grupo que se chamava Ativistas de Direitos Humanos no Iran (HRAI). Informações anteriormente disponíveis no site incluiam relatos sobre 400 ativistas de oposição que foram presos em 4 de novembro de 2009, um feriado iraniano que marca o aniversário da tomada da embaixada dos Estados Unidos em Tehran em 1979.