A declaração foi uma resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos na quinta-feira, que atingem o grupo diretamente, ao impor retaliação a qualquer empresa estrangeira que negocie com ele. O governo norte-americano classificou a Guarda como uma organização terrorista.
Segundo o correspondente da BBC em Teerã, John Leyne, o grupo controla cerca de 30% da economia iraniana, sendo responsável por contratos de construção civis e pelas operações do novo aeroporto internacional da capital. Para analistas, as restrições poderão prejudicar a já instável economia do Irã.
China e Rússia
Depois do anúncio das sanções, o vice-secretário de Estado norte-americano, Nicholas Burns, acusou a Rússia e a China de dar apoio e ajuda aos militares iranianos. Em entrevista à BBC, ele disse que o governo russo deveria parar de vender armas ao Irã e que a China deveria suspender investimentos no país.
— A China hoje é o principal parceiro comercial do Irã. É muito difícil para esses países dizer que nós estamos atacando sozinhos quando eles têm suas próprias políticas militares, dando apoio e ajuda para que o governo iraniano reforce seus próprios militares — afirmou Burns.
O vice-secretário disse ainda que, apesar das diferenças com a Rússia e com a China, os Estados Unidos têm esperanças de que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma terceira resolução impondo novas sanções ao Irã, em novembro. Ele afirmou esperar que o Irã desista da confrontação e concorde em negociar.
— Queremos sentar à mesa, queremos uma solução pacífica para esta disputa — disse. — Mas para reforçar a diplomacia, às vezes temos que dar a ela um lado mais duro.