Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Guarda Revolucionária do Irã desafia EUA

O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jaafari, disse que o grupo está "mais pronto que nunca" para defender os ideais da Revolução Iraniana. Declaração foi uma resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos. (Leia Mais)

Sexta, 26 de Outubro de 2007 às 10:09, por: CdB
O chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jaafari, disse que o grupo está "mais pronto que nunca" para defender os ideais da Revolução Iraniana.

A declaração foi uma resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos na quinta-feira, que atingem o grupo diretamente, ao impor retaliação a qualquer empresa estrangeira que negocie com ele. O governo norte-americano classificou a Guarda como uma organização terrorista.

Segundo o correspondente da BBC em Teerã, John Leyne, o grupo controla cerca de 30% da economia iraniana, sendo responsável por contratos de construção civis e pelas operações do novo aeroporto internacional da capital. Para analistas, as restrições poderão prejudicar a já instável economia do Irã.

China e Rússia

Depois do anúncio das sanções, o vice-secretário de Estado norte-americano, Nicholas Burns, acusou a Rússia e a China de dar apoio e ajuda aos militares iranianos. Em entrevista à BBC, ele disse que o governo russo deveria parar de vender armas ao Irã e que a China deveria suspender investimentos no país.

— A China hoje é o principal parceiro comercial do Irã. É muito difícil para esses países dizer que nós estamos atacando sozinhos quando eles têm suas próprias políticas militares, dando apoio e ajuda para que o governo iraniano reforce seus próprios militares — afirmou Burns.

O vice-secretário disse ainda que, apesar das diferenças com a Rússia e com a China, os Estados Unidos têm esperanças de que o Conselho de Segurança da ONU aprove uma terceira resolução impondo novas sanções ao Irã, em novembro. Ele afirmou esperar que o Irã desista da confrontação e concorde em negociar.

— Queremos sentar à mesa, queremos uma solução pacífica para esta disputa — disse. — Mas para reforçar a diplomacia, às vezes temos que dar a ela um lado mais duro.

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