A GTech informou que executivos da empresa no Brasil enfrentarão acusações por supostamente terem oferecido suborno para manter um contrato a Caixa Econômica Federal.
A maior operadora de loteria do mundo divulgou nesta quarta-feira à noite, em seu relatório anual, que está fazendo sua própria investigação sobre o assunto e que a norte-americana Securities and Exchange Commission também lançou o seu inquérito informal.
A GTech comunicou que Antonio Carlos Rocha, presidente da GTech Brasil, e Marcelo Rovai, diretor de marketing, provavelmente enfrentarão acusações criminais por suposta fraude relacionada ao contrato de extensão de 2003 com a Caixa Econômica Federal (CEF).
"Entendemos que os Srs. Rocha e Rovai serão acusados de oferecer uma persuasão imprópria relacionada à negociação do contrato de extensão de 2003", comunicou a GTech.
Além disso, foi iniciada uma ação civil no tribunal federal de Brasília contra a GTech Brasil que quer invalidar o contrato do ano 2000 e sancionar uma multa de cerca de 650 milhões de dólares para a empresa.
Os procedimentos legais, incluindo os realizados no Brasil, podem resultar em substancial prejuízo monetário para a empresa e danos a sua reputação, afirmou a GTech.
O escritório da GTech no Brasil recusou-se a fazer comentários.
A empresa informou também que poderá sofrer outros danos. "Uma alegação ou confirmação de conduta imprópria atribuída a nós pode ter efeito material adverso, no Brasil e em outros lugares, incluindo a nossa habilidade de manter contratos existentes e obter renovações ou novos contratos", segundo a GTech.
A empresa comunicou na quarta-feira que perdeu o seu contrato em Porto Rico, equivalente a 20 milhões de dólares por ano.