O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, afirmou que integrantes de grupos tribais mataram cerca de 300 militantes estrangeiros em batalhas nas proximidades com a fronteira do Afeganistão.
Este é o maior número relatado depois de várias semanas de batalhas entre militantes uzbeques e moradores do local, da etnia pachto. Fontes locais afirmam que o número de mortos foi bem menor, por volta de cem.
O presidente também admitiu pela primeira vez que o Exército deu apoio às tribos locais, algo que era negado publicamente.
Os números fornecidos por Musharraf eram mais altos do que os relatados anteriormente pelo Exército e muito maiores do que os informados por moradores da região.
Aparentemente os militares querem destacar a rebelião contra os uzbeques, provavelmente por estarem sob pressão dos países ocidentais para tomar medidas contra militantes estrangeiros nas áreas de influência tribal, perto da fronteira.
A aliança militar Otan teme a entrada de militantes no Afeganistão. Os uzbeques não tinham um envolvimento significativo na insurgência afegã, mas muitos dos membros de grupos tribais estão ligados ao conflito.
Grupos tribais matam 300 militares no Paquistão
Quinta, 12 de Abril de 2007 às 17:18, por: CdB