Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Grupos rivais disputam controle do palácio presidencial na Costa do Marfim

Simpatizantes de Alassane Ouattara tomam grande parte do país Violentos confrontos na Costa do Marfim, entre simpatizantes de Alassane Ouattara – reconhecido internacionalmente como o vencedor do pleito presidencial de novembro passado – e tropas fiéis ao líder do governo marfinense, Laurent Gbagbo, foram registrados neste sábado, na cidade de Yamoussoukro, capital do país.

Sábado, 02 de Abril de 2011 às 07:36, por: CdB
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Violentos confrontos na Costa do Marfim, entre simpatizantes de Alassane Ouattara – reconhecido internacionalmente como o vencedor do pleito presidencial de novembro passado – e tropas fiéis ao líder do governo marfinense, Laurent Gbagbo, foram registrados neste sábado, na cidade de Yamoussoukro, capital do país. É o terceiro dia de combates entre os grupos rivais, que disputam o controle do palácio presidencial. O paradeiro de Gbagbo é desconhecido. No Oeste da Costa do Marfim, em Duekoue, pelo menos 800 pessoas teriam sido mortas na última semana. Já na capital, testemunhas afirmam ter ouvido tiroteios pesados e bombardeios no centro da cidade, onde os grupos rivais disputam a base militar de Agban. No entanto, pouco se sabe sobre a situação na cidade. Há informações até de que os soldados que guarnecem a base estariam lutando entre si. O controle da televisão estatal, RTI, parece ter sido recuperado pelos simpatizantes de Gbagbo. O canal levou ao ar um comunicado lido por um soldado, ao lado de dezenas de integrantes das Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Gbagbo, no qual ele convocava tropas de todo o país a defender as instituições do Estado. "As FDS, no sentido de reafirmar a sua determinação e garantir o seu dever soberano de proteger o povo, a propriedade e as instituições da República da Costa do Marfim", diz a nota, convoca "todo o pessoal das Forças Armadas" a se juntar às cinco unidades baseadas em Abidjan. Ontem (1º), os Estados Unidos fizeram um apelo para que o presidente Laurent Gbagbo deixe imediatamente o poder, de modo a evitar o agravamento da situação no país. "Nos preocupamos com a violência atual e pedimos para que Gbagbo deixe o poder imediatamente", disse o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Mark Toner. Toner também fez um apelo para que os militares estrangeiros já presentes na Costa do Marfim ajudem a manter a ordem. "Pedimos para que a Unoci [missão das Nações Unidas na Costa do Marfim], as tropas da ONU e as francesas adotem todas as medidas para a proteção de civis e impeçam saques", disse. Forças francesas dizem que levaram 500 estrangeiros, inclusive 150 franceses, para um campo militar após terem sido ameaçados por saqueadores em Abidjan. Tropas da ONU e francesas controlam o aeroporto da cidade. Acredita-se que as forças de Outtara controlem 80% do país. Muitos militares trocaram de lado e passaram a apoiar o presidente reconhecido. Gbagbo, porém, ainda teria o apoio da Guarda Republicana, das forças especiais e de milícias armadas. Vários organismos internacionais já pediram que Gbagbo deixe o poder, incluindo a ONU, o bloco das nações do Oeste da África e a França. Desde que a crise começou na Costa do Marfim, a violência forçou o deslocamento de 1 milhão de pessoas e levou à morte de ao menos 473 marfinenses, segundo a ONU. Costa do MarfimInternacionalconfrontosforças de segurançagrupos rivaisonu
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