Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Grupos dos EUA querem ampliar lei climática para ajudar floresta

Terça, 16 de Março de 2010 às 08:31, por: CdB

Grupos ambientalistas dos Estados Unidos tentam ampliar o projeto de lei climático que tramita no Senado para que países estrangeiros recebam ajuda financeira ao cumprir suas próprias leis relativas à preservação de florestas, o que é uma forma de reduzir a poluição global pelo carbono.

A legislação climática aprovada no ano passado na Câmara previa incentivos financeiros nos EUA e no exterior para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Mas há dúvidas de que tais incentivos possam chegar a países como Brasil e Indonésia, que têm leis de proteção florestal, mas carecem de recursos para fiscalizá-las.

– Temos conversado com muita gente sobre essa questão –, disse Sarene Marshall, subdiretora do programa de mudança climática da Conservação Internacional.

Ela acrescentou que "a vasta maioria do desmatamento na Amazônia é tecnicamente ilegal, porque o Brasil tem uma das leis de proteção mais abrangentes".

– Estamos falando em programas que realmente ajudem mais proprietários rurais a cumprirem (as leis existentes) –, acrescentou ela.

Estima-se que o desmatamento para a abertura de lavouras e pastos e para a exploração de madeira represente 20% das emissões totais de gases do efeito estufa. As árvores absorvem dióxido de carbono quando crescem, e o liberam quando são queimadas ou apodrecem.

O senador democrata John Kerry tenta definir no Senado uma versão intermediária que possa ser votada ainda neste ano, mas ainda não houve nenhuma definição. Ambientalistas esperam que o projeto de Kerry inclua concessões para a expansão dos créditos que as empresas poderiam adquirir para compensar suas emissões de carbono.

Dessa forma, por exemplo, uma empresa norte-americana poderia cumprir metas de redução estabelecidas pelos EUA caso investisse na proteção de florestas no exterior.

Autoridades florestais indonésias estiveram na semana passada em Washington tentando ampliar a cooperação bilateral nesse campo. A Indonésia é o terceiro maior emissor mundial de carbono, quando se leva em conta o desmatamento e o uso fundiário, e não só a poluição pela queima de carbono em fábricas, usinas e veículos.

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