Rio de Janeiro, 11 de Abril de 2026

Grupo seqüestra 50 trabalhadores em Bagdá

Segunda, 05 de Junho de 2006 às 06:18, por: CdB

 Homens armados vestidos com uniformes da polícia seqüestraram cerca de 50 funcionários de diversas empresas de transporte de Bagdá, nesta segunda-feira, disseram fontes policiais e do Ministério do Interior.

A ação foi aparentemente coordenada e ocorreu em uma rua de Bagdá onde ficam diversas empresas que oferecem transporte para Síria e Jordânia, disse a polícia.

Os sequestros aconteceram um dia depois que líderes iraquianos fracassaram em fechar um acordo sobre os indicados para os ministérios do Interior e da Defesa.

Os cargos estão vagos desde a posse do governo de união nacional, em 20 de maio. O adiamento da decisão foi um golpe para o novo primeiro-ministro, Nuri al-Maliki.Fontes políticas disseram que os rivais do premiê na Aliança Xiita rejeitaram sua indicação para o ministério do Interior.

Maliki enfrenta agora uma profunda crise política em relação aos principais cargos de confiança, no momento em que tenta demonstrar seriedade na intenção de estabilizar o país.

Ele declarou estado de emergência na cidade de Basra na semana passada para reprimir gangues e as disputas entres facções xiitas que ameaçam as exportações de petróleo. Mas um carro-bomba matou pelo menos 28 pessoas em Basra no sábado, e políticos sunitas acusaram suas forças de segurança pelas mortes de nove fiéis desarmados em uma mesquita, horas depois. A polícia disse que respondeu a disparos feito a partir da mesquita.

No domingo, homens armados retiraram 24 pessoas, a maioria estudantes adolescentes, de carros e mataram todos em uma pequena cidade ao norte de Bagdá, disse a polícia.

Os sequestros em Bagdá em plena luz do dia mostram as dificuldades de Maliki em estabelecer a ordem e a lei, três anos depois que a invasão liderada pelos Estados Unidos derrubou Saddam Hussein.

<b>Julgamento</b>

Nesta segunda-feira, um dos três suspeitos do seqüestro e assassinato em 2004 de Margaret Hassan, funcionária de uma agência de ajuda que tinha cidadania iraquiana e britânica, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal de Bagdá.

Uma autoridade do tribunal disse que o suspeito se chama Mustafa Salman e que ele foi acusado de ajudar os sequestradores. Os dois outros suspeitos foram libertados.

Hassan, que viveu no Iraque por mais de três décadas, depois de se casar com um engenheiro iraquiano, era a chefe de operações da entidade de caridade Care International no país.

Ela foi sequestrada durante uma viagem a Bagdá, em outubro de 2004, e foi morta cerca de um mês depois. Ela chegou a fazer um apelo em vídeo, divulgado pelos sequestradores, para as forças britânicas deixarem o Iraque.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo atentado, e seu corpo não foi encontrado.
No sábado, um funcionário da Embaixada russa em Bagdá foi morto a tiros, e quatro outros foram sequestrados.

Na Zona Verde de Bagdá, o presidente afastado Saddam Hussein e outros sete acusados voltaram ao tribunal para enfrentar acusações de crimes contra a humanidade no caso dos assassinatos de 149 xiitas, no início dos anos 1980.

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