Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Grupo Êxtase de Dança apresenta "Entre Acasos"

O Grupo Êxtase de Dança leva Minas Gerais na ponta dos pés por toda parte. Para realizar sua primeira temporada no Rio de Janeiro o grupo, formado em Viçosa, Zona da Mata mineira, apresenta de graça e ao ar livre a coreografia Entre Acasos.

Quinta, 29 de Agosto de 2013 às 10:59, por: CdB
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O Grupo Êxtase de Dança leva Minas Gerais na ponta dos pés por toda parte

O Grupo Êxtase de Dança leva Minas Gerais na ponta dos pés por toda parte. Para realizar sua primeira temporada no Rio de Janeiro o grupo, formado em Viçosa, Zona da Mata mineira, apresenta de graça e ao ar livre a coreografia Entre Acasos, que reúne a assinatura de três ilustres coreógrafos das Geraes, Mario Nascimento, Fernando Martins e Paulo Chamone, trio que criou movimentos e gestos para, num mesmo espetáculo, mostrar as várias facetas dos bailarinos do Grupo Êxtase de Dança, que é dirigido por Patrícia Lima.

Dia 29 de agosto, acontecem duas sessões na Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira. Já no dia 30 de agosto, o Êxtase se apresenta às 11h na Praça XV, Centro do Rio, e às 16h no Largo do Machado, sempre de graça, indo aonde o povo está.

- É a primeira vez que iremos nos apresentar no Rio de Janeiro como um grupo profissional. A expectativa é grande. Levar o Grupo Êxtase para uma capital cultural como o Rio certamente impulsionará o nosso trabalho. Alcançamos uma empatia muito boa, além de nossa expectativa nas apresentações de rua. Agora queremos ver como o público carioca irá receber o nosso espetáculo. Esperamos surpreender e ser surpreendidos - destaca a coreógrafa e diretora Patrícia Lima.

Formada pela Royal Academy of Dance com aperfeiçoamento nos EUA em dança moderna, jazz e ballet clássico, Patrícia Lima criou, em 1981, o Núcleo AD, em Viçosa. Em 1983, fundou o Grupo Êxtase. “É um dos poucos grupos profissionais constituídos e em atividade na Zona da Mata Mineira e está não apenas promovendo a formação de plateia, como também ajudando a despertar talentos ou fomentando a formação de novos grupos. Surgiram vários depois de enxergarem no Êxtase a possibilidade de profissionalização”.

Em 2006 o Grupo Êxtase conquistou o incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, do Governo de Minas Gerais, com patrocínio da Metalsider, que possibilitou a contratação de equipe técnica e artistica, bem como de coreógrafos o que possibilitou ter um trabalho continuado, culminando com sua profissionalização. “Nossa pesquisa de linguagem inclui a troca de experiências com grandes nomes da dança contemporânea brasileira se destacando Mário Nascimento, Alex Neoral, Rosa Antuña, Fernando Martins e Paulo Chamone”.

  Antes da profissionalização, porém, o Grupo Êxtase já contava com reconhecimento pelo talento nas montagens de espetáculos, realizando turnês no interior de Minas Gerais, itinerando por mais de 40 cidades com público superior a 100 mil espectadores. Ao longo dessa trajetória, foi construída uma história de sucesso, a partir do sonho da coreógrafa Patrícia Lima e do ator e diretor teatral Marcelo Andrade, que juntos montaram espetáculos de grande repercussão, excursionando pelas principais capitais do Brasil, da América latina e pelo interior mineiro.

Entre as montagens de sucesso está“O Grande Mentecapto, que emocionou Fernando Sabino ao assisti-lo por várias vezes. Ele foi à Viçosa para acompanhar a montagem e mostrou-se fascinado pelo resultado. O mesmo aconteceu com “Hilda Furacão”, de Roberto Drummond. Quando a montagem de “Capitães de Areia” excursionou pelo Nordeste, Jorge Amado disse à imprensa, muito emocionado, que nunca imaginou que fosse a dança a melhor forma de retratar os personagens por ele criados. Em 2006, o Núcleo voltou a surpreender com uma montagem para a dança contemporânea da obra teatral “A Caravana da Ilusão”, de Alcione Araújo. O espetáculo marcou o início da profissionalização do Grupo Êxtase, por meio do apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

A partir de sua profissionalização, o Grupo Êxtase montou e realizou seis turnês com os espetáculos “A Caravana da Ilusão”, “Alguém atrás e mim”; “Eu de repente o outro” e “Cachorro perdido”, de Mário Nascimento; “Um tom para todos nós” e “7 flores”, de Rosa Antunã, “Por partes” e “Robertos e Carlos”, de Alex Neoral, e “Palhaços”, novamente com Rosa Antunã. Essas montagens já reuniram um público estimado em mais de 100 mil pessoas e o Grupo foi agraciado duas vezes com o Prêmio Cena Minas, concedido pela Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais. Atualmente é composto por 13 bailarinos, oriundos do Núcleo de Arte e Dança, do Curso de Dança da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e dos projetos sociais com os quais desenvolve trabalhos em parceria com as prefeituras e empresas.

De acordo com a diretora geral do Êxtase, Patrícia Lima, o acaso realmente permeou todo o processo de criação do espetáculo. “A proposta inicial era perceber o quanto o acaso tem a ver com os destinos, e para onde o acaso pode nos levar. Baseados nesses questionamentos, cada coreógrafo foi desenvolvendo o seu trabalho com o Grupo, sem conhecer a criação do outro, até que eles se juntaram ao final surpreendendo pelas diferenças e integração tal qual é o acaso”, declarou.

Os coreógrafos também se mostraram instigados. Para Fernando Martins, a obra possibilitou a abertura para as ideias dos próprios bailarinos do Êxtase. “A coreografia da minha parte acabou sendo criada com os bailarinos. Montamos um grupo de discussões, onde eles compartilham imagens, vídeos e textos sobre experiências com o acaso na vida deles. O espetáculo está totalmente inspirado neles”, afirmou. Já Mário Nascimento enxergou na montagem desse espetáculo uma possibilidade de reafirmar o seu próprio processo artístico. “Eu trabalho com a intuição. Sempre achei que as coisas devem acontecer na arte por si só, por isso, quando fiquei sabendo do tema, fiquei muito satisfeito, porque trabalhar com o acaso faz parte de meu universo. É onde gosto de transitar. O trabalho partiu de um laboratório para permitir que os próprios bailarinos se encontrassem e a coreografia surgisse nas trocas de casais, aleatoriamente”, destacou.

Paulo Chamone, o terceiro coreógrafo do espetáculo, também seguiu o inesperado em seu processo de criação e quis demonstrar isso para o público. “A coreografia reserva muitas surpresas. Trabalhamos o acaso na dança, no encontro, nas músicas. Não é apenas um nome bonito para o espetáculo. O público vai poder ver de fato esse acaso acontecer. Na minha parte, por exemplo, as músicas serão reproduzidas aleatoriamente e, a cada apresentação, os bailarinos encontrarão uns aos outros de forma diferente, seguindo a trilha. Nunca vai ser a mesma sequência de apresentação”, garantiu.

Essa reunião, que já tem dado o que falar no cenário da dança, promete conquistar o público das cidades do interior mineiro e capitais do País, por onde o Êxtase circulará levando para os palcos um tema que perpassa nossas vidas, com uma trilha sonora diversificada e olhares diferenciados, mas sincrônicos dos coreógrafos.

Serviço:

Grupo Êxtase de Dança - Bailarinos: Cleison Lana, Dalilla Leon, Fernanda Cassilhas, Guilherme Fraga, Lidiane Jacinto, Lina Arruda, Maria Júlia Kaiser, Mônica Magalhães, Pedro Henrique Ferreira, Rafael Tiko e Wellington Júlio e os suplentes Alexandre Ferreira e Mariana Tavares.

Direção: Patrícia Lima. Coreografia: Mario Nascimento, Fernando Martins e Paulo Chamone

Direção Geral: Patrícia Lima

Duração: 60 minutos

Figurinos: Carolina Sudati , Mario Nascimento, Paulo Chamone, Maria José Lemos e Patrícia Lima

Dia 29 de agosto

Arena Carioca Fernando Torres em Madureira – Rua Bernardino de Andrade, 200. (21) 3495-3093 | Sessões às 11h e às 16h. Grátis. 400 lugares Dia 30 de agosto

Praça XV | Sessão às 11h. Grátis.

Largo do Machado | Sessão às 16h. Grátis.

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