Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Grupo espanhol Telefónica vê ímpeto de recuperação apesar de queda no lucro

O grupo espanhol Telefónica indicou o crescimento da demanda por seus pacotes com serviços móveis, de TV paga e banda larga como evidência de uma recuperação, depois de divulgar um recuo na receita e no lucro para os primeiros nove meses do ano.

Quinta, 13 de Novembro de 2014 às 09:23, por: CdB
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A Telefónica, que viu uma queda de mais de um terço em sua receita e lucro principal na Espanha
O grupo espanhol Telefónica indicou o crescimento da demanda por seus pacotes com serviços móveis, de TV paga e banda larga como evidência de uma recuperação, depois de divulgar um recuo na receita e no lucro para os primeiros nove meses do ano. A Telefónica, que viu uma queda de mais de um terço em sua receita e lucro principal na Espanha conforme consumidores com orçamentos apertados reduziram seus gastos com telecomunicações, está apostando na aceitação dos pacotes e em seus pesados investimentos em redes de fibra óptica. A estratégia, no entanto, tem um preço. As margens em seu importante mercado doméstico continuaram a cair, recuando 2,7 pontos percentuais para 45,9 %  nos primeiros nove meses até setembro. O maior grupo de telecomunicações da Europa em receita teve uma queda de 9,4 %  no lucro líquido durante o período, para 2,85 bilhões de euros (US$ 3,56 bilhões), pouco acima das previsões de analistas. O lucro operacional caiu 12,6 %  para 12,33 bilhões de euros, e a receita diminuiu 10,9 %, a 37,98 bilhões de euros. Tanto a receita quanto o lucro operacional foram atingidos por moedas mais fracas na América Latina, mas estes efeitos diminuíram entre julho e setembro e o desempenho da região continuou forte. No Brasil, onde a Telefónica vem fortalecendo suas operações, o efeito cambial foi positivo no trimestre. A Telefônica Brasil comprou a GVT em setembro e agora está ponderando uma oferta pelos ativos da TIM. Meta de dívida A dívida líquida, um ponto fraco da Telefónica no passado, ficou em 41,2 bilhões de euros ao final de setembro, inferior ao patamar de 43 bilhões estabelecido como meta para o ano. No entanto, a dívida alcançou 44,9 bilhões de euros quando levadas em conta decisões corporativas ainda não refletidas nos resultados. A Telefónica reconheceu que a geração de caixa prevista no que resta de 2014 não será suficiente para reduzir a dívida para 43 bilhões de euros, e anunciou que tomará medidas extraordinárias para alcançar a meta. Em teleconferência com analistas, o diretor financeiro Ángel Vila disse que a companhia pode emitir mais bônus híbridos ou vender ativos no futuro próximo para atingir a meta.  
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