Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Grupo egípcio muçulmano denuncia prisão de 28 integrantes

Sábado, 23 de Abril de 2005 às 10:07, por: CdB

O grupo egípcio Irmãos Muçulmanos denunciou, neste sábado, a prisão de 28 dos seus membros e afirmou que "a repressão policial não impedirá (o grupo) de divulgar sua mensagem de liberdade".

Em um comunicado enviado, o grupo fundamentalista moderado afirmou que as forças de segurança prenderam durante a madrugada 23 de seus seguidores na província de Gharbyia, no delta do Nilo, onde nesta sexta-feira o grupo organizou uma reunião em que estiveram presentes cerca de "12 mil pessoas".

A polícia também prendeu cinco "irmãos muçulmanos" na província de Munufyia, ao norte do Cairo, "por usarem cartazes que pediam reformas políticas e constitucionais", acrescenta a nota.

- Esta atuação demonstra que o governo enfrenta um movimento racional na sociedade com agressão e repressão, o que esvazia o conteúdo de todas os chamados às reformas e aumenta o desencanto público - afirmou o grupo.

Os Irmãos Muçulmanos afirmaram que sua política pretende "impedir uma intervenção estrangeira e um conflito confessional no país" e busca mostrar "ao povo seus direitos políticos oferecidos pela Constituição".

O texto termina com a afirmação de que os "Irmãos continuarão com sua mensagem de liberdade, entendida como uma das obrigações do Islã".

Durante os últimos meses, centenas de Irmãos Muçulmanos foram presos pelas autoridades egípcias após várias manifestações organizadas em diversas partes do Egito pedindo mudanças.

O movimento Irmãos Muçulmanos, que preconiza a instalação de um regime islâmico por meios pacíficos, foi criado em 1928 e ilegalizado em 1954 depois que um de seus membros foi acusado de tentar assassinar o então presidente egípcio Gamal Abdel Nasser.

Tags:
Edições digital e impressa