Um grupo de tecnologia para cinema afirmou nesta quinta-feira que quer recolher todas as principais patentes para proteger conteúdo digital, como música e filmes, e ampliar a adoção de novos modelos de distribuição de mídia de conteúdo pela Internet.
Atualmente, não está claro quais companhias detêm estas patentes. A incerteza deixa os produtores de filmes e músicas cautelosos sobre venderem suas obras em novos formatos digitais.
O pedido foi feito pela MPEG LA, que já possui todas as principais patentes para o padrão internacional de compressão de vídeo digital conhecido como MPEG-2, usado em DVDs. A MPEG LA espera conseguir todas as patentes sobre gerenciamento de direito autoral (DRM) até início de 2004 e começar a licenciá-las a partir desse ano.
A tecnologia DRM permite às empresas entregarem certos direitos sobre uma obra para os usuários e bloquear outros. Por exemplo, um advogado pode enviar um rascunho de uma carta para um cliente, mas estabelecer que ele não pode imprimir nem reenviar o documento. A DRM também permite a existência de músicas digitais com "prazo de validade". Assim, o usuário poderia ouvir a faixa durante algum tempo e logo depois ela seria apagada do computador.
Entre as companhias que apóiam a iniciativa da MPEG LA estão a holandesa Philips, que espera vender mais produtos se a distribuição de filmes e músicas pela Internet for ampliada.
Além da Philips, a InterTrust, joint-venture entre a empresa holandesa e a japonesa Sony, detém uma grande quantidade de patentes sobre gerenciamento de direitos autorais.
Até agora, direitos digitais, bem como tecnologias de compressão de conteúdo que agilizam a transmissão pela Internet, são proprietários. Isso impede que os consumidores comprem música pela Web e a toquem em qualquer dispositivo.