Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Grupo desconhecido tenta chantagear estatal ferroviária na França

Quarta, 03 de Março de 2004 às 06:30, por: CdB

Um grupo desconhecido está ameaçando explodir diversas partes da linha ferroviária estatal da França, chamada SNCF, se não receber cerca de US$ 5 milhões, disseram autoridades nesta quarta-feira.

O grupo, que se auto-denomina AZF, em referência a uma fábrica de químicos que explodiu no sudoeste da França em 2001, já levou a polícia a uma sofisticada bomba-relógio instalada sob trilhos perto de Limoges, entre Paris e Toulouse, para provar sua força técnica.

Estações de rádio e TV da França noticiaram as ameaças na manhã desta quarta-feira, apesar de um apelo feito pelo Ministério do Interior na noite anterior pedindo discrição, para que os contatos com o grupo continuassem.

``Não acho que seja um grupo ligado ao radicalismo islâmico'', disse Michel Gaudin, diretor-geral da polícia nacional, à televisão LCI. Comentando algumas notícias que mencionaram um possível elo com a Chechênia, ele afirmou: ``Está não é nossa hipótese no momento.''
A rádio Europe 1 disse que o grupo se descreve como  ''terroristas seculares'', mas a polícia acha que são criminosos tentando chantagear a SNCF.

Gaudin declarou que a polícia não achou necessário adotar medidas especiais de segurança nos trens até o momento. ``Espero que o fato desta notícia ter sido divulgada não atrapalhe nosso trabalho de tentar manter este difícil contato com o grupo.''

De acordo com a LCI, o grupo enviou sua primeira carta em meados de dezembro ao presidente Jacques Chirac e ao Ministério do Interior. Outras duas foram mandadas em janeiro e fevereiro.

Em 21 de fevereiro, seguindo uma pista do grupo, a polícia encontrou uma bomba-relógio equipada com um sofisticado detonador - mas não preparada para explodir - enterrada sob os trilhos perto de Limoges.

O grupo afirmou que escondeu bombas parecidas em outros sete ou oito locais da rede da SNCF, que poderão ser ativadas se o dinheiro exigido não for pago, disse a LCI. 

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