Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Grupo de paramilitares entrega armas na Colômbia

Domingo, 07 de Dezembro de 2003 às 14:48, por: CdB

A deposição de armas de 160 paramilitares de extrema-direita começou na manhã de domingo na aldeia de El Edén, uma remota aldeia do município colombiano de Cajibío encravado na Cordilheira Ocidental. O alto comissariado para a paz do governo, Luis Carlos Restrepo, preside a cerimônia de desarmamento, que começou por volta das 11h locais (16h GMT) e à qual também assistem vários convidados especiais e os moradores da região, a 650 km a sudoeste de Bogotá.

O grupo paramilitar faz parte das Autodefesas Camponesas de Ortega (ACO), o movimento mais antigo dos que operam atualmente no país e que não pertence às Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), a maior organização de ultradireita comprometida com um processo de paz com o governo. Trata-se da segunda desmobilização em massa de paramilitares depois da que foi realizada no dia 25 de novembro passado por 855 homens do Bloco Cacique Nutibara, das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), dirigidos por Salvatore Mancuso e Carlos Castaño, chefes militar e político da organização armada ilegal.

As Autodefesas Camponesas de Ortega, organizadas em cinco grupos de 30 homens comandadas por "Franco", se instalaram em Cajibío e nas localidades vizinhas de El Tambo, Morales e Suárez, onde operam a frente 8 da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, 17 mil combatentes) e colunas rebeldes do Exército da Libertação Nacional (ELN, quatro mil homens).

Nasceram nos anos 60, e têm uma história tão longa quanto a do chefe e fundador das FARC, o septuagenário Pedro Antonio Marín (ou "Manuel Marulanda" o "Tirofijo"), segundo o alto comissariado para a paz.

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