Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Grupo da FNRP chama população a seguir em luta pela refundação do país

Quinta, 08 de Setembro de 2011 às 12:22, por: CdB

"Pela refundação de Honduras, seguimos em luta”. É com esse título que o Espaço Refundacional da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) chama o povo hondurenho a continuar com as mobilizações em defesa dos direitos do cidadão e contra a criminalização do protesto popular.

No comunicado, divulgado no último domingo (4), o grupo convida as organizações em resistência a participar do Encontro Contra a Militarização, que acontecerá em Bajo Aguan, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro. No documento, o Espaço Refundacional ainda se solidariza com os camponeses da região de Bajo Aguan, que lutam pelo direito a terra, e com os professores e estudantes em luta pela defesa de uma escola pública.

O grupo também aproveita para denunciar a crise econômica enfrentada pelo país, aprofundada por conta de políticas neoliberais realizadas pelo governo de Porfirio Lobo, e a promoção de medidas que afetam a soberania popular. "[Rechaçamos] A aprovação dos Regimes Especiais de Desenvolvimento, que laceram a soberania nacional. Por isso chamamos o povo a resistir a qualquer iniciativa que busque impor a criação das chamadas ‘cidades modelos' em qualquer parte do território nacional uma vez que condenamos a atitude servil e entreguista do atual regime diante do imperialismo e do capital transnacional”, destaca.

Da mesma forma, rechaça a situação de impunidade e a falta de investigação dos crimes contra mulheres, integrantes de movimentos pela diversidade sexual, camponeses, estudantes, professores e sindicalistas. O grupo também aproveita o comunicado para denunciar "a política de falso diálogo de Pepe Lobo que obedece aos interesses da oligarquia e do imperialismo porque só busca deter a luta do povo em resistência”.

Os integrantes do Espaço Refundacional observam com preocupação a postura da FNRP a partir da assinatura do Acordo de Cartagena, firmado em maio deste ano por Manuel Zelaya e Porfirio Lobo para a reconciliação nacional. Isso porque, de acordo com eles, muitas convocatórias de mobilização estão sendo substituídas pelos chamados ao diálogo reconciliador.

"O projeto original da Frente Nacional de Resistência Popular tem sido desviado por decisões tomadas em suas estruturas de condução, salvo honrosas exceções que têm continuado apegadas aos princípios e linha estratégica da Frente. A luta pela Autoconvocatória de uma Assembleia Nacional Constituinte originária e a mobilização popular tem sido esquecida pela decisão de nos somarmos ao circo eleitoral da oligarquia de 2013”, consideram.

Por conta disso, o grupo chama as organizações mobilizadas e a população em resistência a "trabalhar pela unidade e independência da Frente Nacional de Resistência Popular como instrumento de luta de nosso povo e pela refundação do Estado e da sociedade hondurenha”.

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