As forças americanas estacionadas no Afeganistão estão usando força excessiva na captura de supostos militantes islâmicos, o que resulta em mortes desnecessárias de civis e possíveis violações das leis internacionais, disse hoje o grupo Human Rights Watch.
Um relatório divulgado pela entidade, cuja sede fica nos EUA, afirma que ao menos mil afegãos e estrangeiros foram detidos desde 2002 por forças lideradas pelos americanos no Afeganistão, sendo que alguns deles sofreram torturas e não tiveram direito de contestar sua detenção. Apesar de vários terem sido libertados, alguns continuam presos no Afeganistão e na base militar dos EUA na baía de Guantánamo (Cuba).
Um porta-voz das forças americanas disse que o relatório indicava "falta de compreensão" das leis que regem os conflitos armados. "Temos cuidado ao usar a força", afirmou o tenente-coronel Bryan Hilferty. "Seguimos regras muito rígidas de engajamento e seguimos a lei da guerra. O Afeganistão, atualmente, está na zona de combate e os soldados aqui realizam operações de combate contra forças inimigas."
Em críticas que repetem a condenação da comunidade internacional sobre a prisão de Guantánamo, o relatório disse que os detentos em centro montados pelos EUA no Afeganistão não podem ver familiares, advogados ou jornalistas. O Human Rights Watch também afirmou que três pessoas morreram sob custódia dos americanos. Segundo o grupo, as Forças Armadas não investigaram as mortes como deveriam.
Grupo acusa EUA de abusos no Afeganistão
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Segunda, 08 de Março de 2004 às 08:18, por: CdB