Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Grupo 184 rejeita plano e insiste em saída de Aristide

Domingo, 22 de Fevereiro de 2004 às 04:10, por: CdB

O Grupo 184, membro da opositora Plataforma Democrática, reiterou hoje, sábado, suas exigências que o presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, tem que deixar o poder para que se solucione a crise que atravessa o país.

"Chegamos a conclusão que um processo eleitoral não será possível com Aristide", declarou em Porto Príncipe o coordenador do Grupo 184, André Apaid, em uma entrevista coletiva.

O Grupo 184 respondeu assim ao anúncio do presidente Aristide que aceita a proposta de uma missão mediadora internacional que foi a este país com um plano para o estabelecimento de um novo governo que possa ser aceito por ambas as partes.

O governante haitiano disse que aceita o plano internacional, que supõe a nomeação de um novo primeiro-ministro, a designação de um novo Governo "multipartidista" e a criação das condições para celebrar eleições "limpas", embora não menciona a renúncia do próprio Aristide.

Os representantes do Grupo 184 se reuniram com a imprensa antes de entrar a uma reunião na qual participam representantes do governo e da delegação internacional, integrada por Estados Unidos, Canadá, França e da Comunidade do Caribe (Caricom).

O grupo internacional chegou hoje à capital haitiana para conseguir um acordo entre o governo e a oposição que permita ao país superar a crise em que se encontra há vários anos.

A escritora Yanick Lahens, também do Grupo 184, sustentou que a comunidade internacional deve "escutar a nação, que reclama a renúncia de Aristide", e fez um apelo à população a seguir com a luta pacífica contra o governante.

Sobre a insurreição armada, que nas últimos dias causou mais de 60 mortos, o Grupo 184 estimou que é "conseqüência direta da estratégia governamental" e da "passividade da comunidade internacional, que não deu seguimento a suas resoluções".

Lembrou que 24 missões da Organização de estados Americanos (OEA) fracassaram em tratar de solucionar a crise haitiana e criticou ao poder por "tentar fazer uma amálgama entre a oposição armada e a oposição pacífica".

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