A pandemia da gripe H1N1 já se espalhou para cerca de 160 países, matou cerca de 800 pessoas e precisa ser cuidadosamente observada, caso sofra uma mutação e se torne mais grave no inverno boreal, disse a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira.
– Por enquanto não vimos quaisquer mudanças no comportamento do vírus. O que estamos vendo ainda é uma expansão geográfica pelos países –, disse o porta-voz da OMS Gregory Hartl em entrevista coletiva em Genebra.
O novo vírus, conhecido como "gripe suína", tem contaminado pessoas em todo o mundo porque ninguém tem imunidade natural a ele. Como todos os vírus influenza, ele pode circular mais amplamente no clima frio e pode sofrer mutações no inverno, segundo o porta-voz.
– Temos de estar cientes de que poderia haver mudanças, e temos de estar preparados para elas – disse Hartl.
De acordo com ele, as primeiras vacinas devem levar vários meses para ficar prontas.
– Esperamos que as primeiras doses fiquem disponíveis para uso humano no começo do outono do Hemisfério Norte – disse.
Ainda não se sabe se será necessária uma ou duas doses por pessoa, pois os testes clínicos mal começaram, acrescentou.
A OMS por enquanto tem promessas de dois fabricantes no sentido de produzirem 150 milhões de doses para os países em desenvolvimento. A entidade negocia com outros produtores estoques que seriam destinados aos países menos desenvolvidos.
Hartl não citou as empresas, mas grandes produtores incluem os laboratórios Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay.
A OMS, agência da ONU, declarou em 11 de junho que o mundo vive uma pandemia de gripe. No Brasil, foram registradas 34 mortes pela nova gripe, segundo último balanço do Ministério da Saúde.
Na semana passada, a agência anunciou que se trata da pandemia com a mais rápida expansão já vista, e que se tornou inútil contabilizar cada caso.
Gripe já está em 160 países e matou 800 e OMS avalia mutação
A pandemia da gripe H1N1 já se espalhou para cerca de 160 países, matou cerca de 800 pessoas e precisa ser cuidadosamente observada, caso sofra uma mutação e se torne mais grave no inverno boreal, disse a Organização Mundial da Saúde na sexta-feira.(Leia Mais)
Sexta, 24 de Julho de 2009 às 06:50, por: CdB