O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo criticou nesta quarta-feira os servidores públicos que entram em greve antes de apresentarem a pauta de reivindicações ao governo. Segundo ele, essas paralisações são inúteis, já que não há sobra de recursos para reajustes salariais neste ano.
- Essas greves, além de serem precipitadas, por serem deflagradas antes de apresentada uma pauta de reivindicação, vão se revelar inúteis. Elas acabam sendo apenas um tormento para o cidadão que fica sem atendimento. Atrasa o serviço e aumenta da burocracia. De fato, nós não temos margem para fazer aumento salarial neste período - afirmou o ministro.
A estimativa, segundo ele, é que 100 mil servidores federais estejam parados no país e que isso é negativo porque a política salarial do governo para este ano não prevê reajustes. No entanto, afirmou que irá se reunir e negociar com todas as categorias.
- Nós estamos fazendo todo um planejamento. Recebemos todas as categorias que estão se manifestando ou estão em greve, mas estamos deixando claro na mesa que não temos margem para fazer reajustes salariais em 2007. Estamos fazendo as negociações para impacto em 2008, 2009 e 2010."
Os servidores do Banco Central, das universidades federais, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do Ministério da Cultura são algumas das categorias em greve.