Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Greve paralisa transporte, voos e coleta de lixo na Argentina

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, enfrentou nesta terça-feira a quinta greve geral no país. A paralisação foi convocada pelas centrais sindicais, opositoras ao governo.

Terça, 09 de Junho de 2015 às 09:42, por: CdB
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A greve de 24 horas também afetou o transporte de cargas por caminhões, os serviços portuários e os voos nacionais e internacionais
  A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, enfrentou nesta terça-feira a quinta greve geral no país. A paralisação foi convocada pelas centrais sindicais, opositoras ao governo. Trabalhadores de diversos setores da economia ficaram parados, entre eles do transporte público e da coleta de lixo. Os grevistas cobram reajustes salariais de 35% para repor o poder aquisitivo que perderam com a inflação e negociações “livres” entre empresários e trabalhadores, sem intervenção do governo.  Já o governo quer impor um limite aos aumentos de 27% e ganhar tempo até as eleições presidenciais de 25 de outubro. Cristina Kirchner, que está perto do fim do segundo mandato, não pode disputar uma nova eleição, mas tentará eleger um sucessor. Sem trens, ônibus ou metrô, muitos argentinos não conseguiram chegar ao trabalho. Os grevistas bloquearam as principais vias de acesso às grandes cidades. Os taxistas também estão com dificuldade de rodar, pois os postos de gasolina fecharam. A greve de 24 horas também afetou o transporte de cargas por caminhões, os serviços portuários e os voos nacionais e internacionais. Algumas empresas aéreas cancelaram voos depois que os trabalhadores das torres de controle avisaram que vão aderir à paralisação. Outras reivindicações dos grevistas são o aumento do salário mínimo para 12 mil pesos (cerca de R$ 4 mil) e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Cristina Kirchner acaba de anunciar que a pobreza na Argentina afeta 5% da população. No entanto, as centrais sindicais calculam que o perdentual chega a 27%. De acordo com a Página 12, houve piquetes em diversas cidades ao longo do dia pelo país. Em Buenos Aires, manifestantes se reuniram em frente ao Obelisco, monumento histórico no centro da capital, de onde marcharam em direção à sede do Ministério do Trabalho. O chefe de gabinete do governo, Aníbal Férnandez, insistiu que “a paralisação é mais política do que outra coisa” e disse não saber o que os grevistas “vão conseguir com uma medida de força”. Sindicatos agrupados na ala opositora da CTA (Central de Trabalhadores Argentinos) marcharam com setores da CGT (Confederação Geral do Trabalho) na segunda-feira. - Frente à ausência de salários dignos e a situação de precariedade laboral, nós acreditamos que o governo não quer resolvê-la, nem sequer convoca uma mesa de diálogo, não nos deixa outra opção que exercer nosso direito constitucional à greve - disse à Agência Efe Pablo Micheli, secretário-geral da CTA. No Brasil, as companhias TAM e Gol anunciaram o cancelamento de voos programados para Buenos Aires.
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