A greve dos funcionários do Banco Central (BC), que completa 20 dias, começa a afetar a distribuição de dinheiro no país, segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal).
Outros serviços, como as parciais da taxa cambial para importação e exportação de mercadorias, também foram atingidos. "Dos 4,7 mil funcionários, apenas 320 trabalharam nesta sexta-feira, diz Sérgio Belsito, vice-presidente do Sinal.
De acordo com ele, a partir da próxima semana, pode ocorrer um colapso. "Já falta troco nos supermercados e dinheiro nos bancos de São Paulo, Rio e Brasília."
Já balanço do BC diz que só 48% dos funcionários estavam parados ontem. Os funcionários querem 6,82% de reajuste agora e mais 15% em janeiro. O BC oferece 5,7% a partir de 2006. Na terça-feira, os dirigentes do Sinal se reúnem com o presidente do BC, Henrique Meirelles.
Belsito diz que o Banco do Brasil (BB) não conseguiu retirar dinheiro na Casa da Moeda para atender ao mercado na próxima semana. Com a greve, o BB fica responsável pelo suprimento de numerário em todo o País. "A falta de dinheiro é reflexo da coincidência das greves (os bancários pararam na quinta-feira). Esperávamos que isso acontecesse em 30 dias", diz Daro Marcos Piffer, presidente do Sinal em São Paulo.
O BC garante não ter registro de problema na distribuição de numerário e diz contar com ajuda do BB. A assessoria do BB afirma que todos os saques foram efetuados normalmente e o abastecimento de caixa eletrônico só não é efetuado onde há piquetes, por questão de segurança.