Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Greve na segurança no RS tem 90% de adesão

Terça, 23 de Março de 2004 às 17:26, por: CdB

No segundo dia de paralisação dos servidores da segurança pública do Rio Grande do Sul, a greve provoca transtornos para a população. Nesta terça-feira, cerca de 30 pessoas deixaram de ser atendidas no Instituto de Identificação, em Porto Alegre. Nas delegacias do estado, apenas os crimes contra a vida estão sendo registrados. A adesão à greve da segurança pública é de 90%.P> Conforme o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS, a adesão à paralisação é de 91%. Das 335 delegacias do Estado, 305 restringiram o atendimento. A adesão foi parcial nas 24 das 26 delegacias da capital. No Vale dos Sinos, a paralisação atingiu todos os municípios, menos São Leopoldo e Novo Hamburgo. No interior do Estado, policiais civis e militares montaram acampamentos em praças, na frente das delegacias.

Na operação padrão da Brigada Militar, só trabalham os policiais que estão com coletes à prova de bala dentro do prazo de validade. A Associações dos Oficiais da Brigada Militar informou que em 32 cidades do RS, das 548 viaturas, cerca de 300 estão paradas. Também não estão sendo feitas audiências judiciais envolvendo presos, transferências e visitas a presídios. A emissão de laudos no departamento médico-legal e carteiras de identidade foi reduzida.

O subprocurador geral do MP, Mauro Renner, demostrou preocupação com a paralisação, especialmente em algumas atividades. Segundo Renner, a suspensão do transporte de presos pelos agentes da Susepe para audiências no Judiciário, paralisa os trabalhos da Justiça, que pode resultar em prejuízos para a sociedade.
Tags:
Edições digital e impressa