O primeiro dia de greve da segurança pública do Rio Grande do Sul causou problemas aos gaúchos, de acordo com a Rádio Gaúcha.
Na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), cerca de cem audiências judiciais foram suspensas. A Susepe comunicou o Judiciário sobre a impossibilidade de levar os presos até os locais das audiências.
A Associação dos Agentes Penitenciários informou que as visitas a presos foram reduzidas.
O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm/Sindicato) diz que a adesão é de 90% no estado. Cartazes e faixas explicam a situação à população em delegacias.
No entanto, a principal delegacia de Porto Alegre, no centro, o atendimento é normal. No plantão da Área Judiciária, os grevistas distribuíram panfletos sobre as reivindicações, como reposição de 28% nos salários.
A operação padrão na Brigada Militar manteve no quartel 300 viaturas e mais de 200 soldados, que somente trabalhariam se houvesse condições adequadas de estrutura - como carros em boas condições de uso, além de armas e coletes à prova de bala.
No interior, alguns delegados são contra a greve.