Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Greve fecha bancos no Rio, Brasília e mais 14 Estados

Bancários das redes pública e privada rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a partir desta quarta-feira estarão em greve por tempo indeterminado no Rio, no Distrito Federal e em mais 14 Estados.

Quarta, 03 de Outubro de 2007 às 06:52, por: CdB

Bancários das redes pública e privada rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a partir desta quarta-feira estarão em greve por tempo indeterminado no Rio, no Distrito Federal e em mais 14 Estados. No Rio de Janeiro e no Ceará os bancos privados aceitaram a proposta da Fenaban, mas os bancos públicos - Banco do Brasil e Caixa Econômica - estarão em greve.

Segundo a assessoria de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a greve geral no setor vai abranger os Estados do Pará, Amapá, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Sergipe, além do Distrito Federal.

Já nos Estados do Acre, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí e São Paulo, e nas capitais Curitiba, Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis e Porto Alegre entrarão em greve apenas os bancários da Caixa.

No Distrito Federal (DF), os bancários rejeitaram a proposta da Fenaban.

— A razão de [o DF] entrar na greve é ausência de propostas específicas para a Caixa Econômica Federal — disse o secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Brasília, Enilson da Silva.

A categoria dos bancários reivindica reajuste salarial de 10,3% (ou 5,5% de aumento real nos salários), participação nos lucros de até dois salários mínimos por ano e uma parcela fixa de R$ 3.500. Os trabalhadores pedem também a fixação de um piso salarial de R$ 1.628,24 e melhoria das condições de trabalho.

A Fenaban apresentou proposta incluindo 13ª cesta alimentação no valor de R$ 252,36, aumento de 6% nos salários, auxílio refeição de R$ 14,72 por dia e salário de R$ 1.287,73 para a função de caixa. A Fenaban informou que seus representantes não falam sobre o assunto enquanto estão em negociações.

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