Setores de emergência de cinco hospitais ficaram parados na última terça-feira em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. As consultas marcadas também foram suspensas. A medida revoltou os pacientes. A Brigada Militar foi chamada para evitar conflitos.
A greve que atingiu o Grupo Hospitalar Conceição e o Hospital de Clínicas, tumultuou o atendimento. O saguão do Hospital de Clínicas foi tomado por faixas.
Nesta quarta-feira, uma assembléia deve decidir ou não pela continuidade da greve. Se a resposta for positiva cerca de 25 mil funcionários de pelo menos 20 hospitais e mil clínicas de Porto Alegre podem parar, incluindo a Santa Casa de Misericórdia, maior complexo hospitalar da Capital.
Os funcionários exigem reajuste salarial de 18,54%, percentual referente ao índice oficial de inflação entre abril de 2002 e março de 2003. O sindicato patronal oferece 8% para salários até R$ 1,2 mil e percentuais inferiores para valores maiores.