Cerca de dois mil professores e funcionários da rede estadual de Educação decidiram, no final da noite desta terça-feira, em assembléia no Clube Municipal, na Tijuca, manter a greve da categoria. O movimento começou em 16 de março. Antes da assembléia, o secretário estadual de Educação, Arnaldo Niskier, recebeu a Comissão de Negociação do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), mas não houve avanços nas negociações, com a manutenção da proposta governamental inalterada, sem nenhum dado novo a ser discutido.
Os professores e funcionários administrativos estaduais reivindicam um reajuste emergencial de 34,65% e afirmam estar sem aumento há mais de dez anos. Nesta quarta, a partir das 13h, os grevistas realizaram um ato público em frente à Assembléia Legislativa (Alerj), em protesto contra o projeto do governo que prevê o aumento da contribuição previdenciária dos servidores estaduais, que durou a tarde toda.