O presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, Eduardo Almeida, informou nesta quarta-feira, em Brasília, que a greve dos médicos peritos da Previdência Social pode estar chegando ao fim.
Eduardo Almeida reuniu-se com o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Taiti Inenami, e, durante o encontro, foram discutidas questões que podem pôr um ponto final na greve: a implementação da jornada de trabalho de 40 horas semanais, realização de um concurso para contratação de 3 mil novos médicos e a extensão do prazo para que a remuneração dos profissionais chegue ao valor desejado até dezembro de 2006.
A proposta da entidade que representa os peritos é que a carreira tenha uma remuneração de 85% a 90% do que ganham hoje as carreiras estruturadas dentro da Previdência, como auditores fiscais e procuradores.
Segundo Eduardo Almeida, "essas eram carreiras da MP 46, de que participávamos até 2002, e fomos retirados por um acordo. Chegando nesta faixa de vencimentos ao fim de 2006, a categoria se dá por satisfeita" .
O maior problema nas negociações, entretanto, é que 70% dos atuais 2,1 mil médicos trabalham 20 horas semanais. O pedido é que seja assegurado a esses profissionais a opção de migrar para a nova carreira de 40 horas.