Enquanto avançam as negociações para o pacto governo-centrais sindicais-empreiteiros de obras, com o fim do "gato" decidido hoje e a discussão da violência nos canteiros (leiam nota acima), a greve dos operários das grandes obras chegou ao Rio de Janeiro.
Os 1.200 trabalhadores da construção do Complexo do Porto do Açu aprovaram em assembléia manter a sua paralisação por tempo indeterminado. Sinal ostensivo de que mais do que nunca é necessário pressa no acerto e fechamento desse pacto.
A hora é das partes arregaçarem as mangas e estabelecerem as diretrizes do acordo que realmente acabe de vez com as relações feudais que vigoram no trabalho no setor de infraestrutura.
É preciso pressa na negociação desse pacto
O Brasil precisa destas obras. E vejam, agora em Rondônia, o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu à Justiça que embargue o reinício das obras na usina hidrelétrica de Jirau - já paradas há mais de 15 dias - até que seja reconstruída a área de vivência dos trabalhadores, incendiada durante as manifestações.
As obras na hidrelétrica vizinha, no mesmo rio, as de Santo Antônio, em execução por outro consórcio empreiteiro, também foram suspensas. Não há previsão de retorno. O MPT afirma não haver condições de segurança para a volta dos trabalhadores a Jirau e justifica que recorreu à Justiça porque, apesar de relatório seu sobre a situação, a interdição ainda não foi oficialmente determinada.
A partir de hoje acabou a greve - durou 15 dias - dos 34 mil trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, incluídas no PAC, em Pernambuco. No complexo portuário de Açu (RJ) os trabalhadores têm praticamente as reivindicações dos grevistas pernambucanos: melhores condições de trabalho e, neste caso do Rio, o cumprimento do acordo salarial que teria sido acertado no ano passado e o pagamento de horas extras.