A greve dos bancários, que acontece em todo o país, já mostra suas primeiras conseqüências. Como o atendimento ao público está suspenso, muitas pessoas recorreram, nesta sexta-feira, aos serviços de caixas eletrônicos dos bancos. Em alguns pontos onde há essas caixas, já começam a faltar dinheiro para saque. Em agências como na Caxia Econômica Federal, os clientes não conseguem ter acesso nem mesmo a serviços de saldo e extrato.
Segundo a Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT), a greve mobilizou cerca de 21 mil trabalhadores no Rio de Janeiro, o equivalente a 70% do total. Já em âmbito nacional, de acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban), os dados seriam menores: apenas 5% dos trabalhadores estariam participando da paralisação.
Os bancários reivindicam 11% de reajuste salarial, aumento de participação nos lucros dos bancos e melhores condições de trabalho. O aumento oferecido pelos banqueiros foi de 4%, não aceito pela categoria.
Confrontos entre policiais militares e bancários marcaram o segundo dia da greve nacional da categoria no Rio de Janeiro. Os problemas ocorreram no centro da cidade, onde a paralisação é quase total nas instituições bancárias, principalmente da rede pública.
Os policiais militares atuam em frente às agências dos bancos privados para garantir o cumprimento da liminar que possibilita o acesso dos funcionários ao trabalho.
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Vinícius Assumpção, mantém a estimativa de adesão ao movimento realizada ontem, com 70 % da rede bancária da cidade parada, mobilizando 21 mil funcionários, entre os 30 mil que integram a categoria no município. Nesta quinta-feira, primeiro dia da greve, não houve conflitos com a polícia militar.