A greve dos bancários, que está no oitavo dia, está ainda mais forte nas grandes cidades e se alastra pelos municípios pequenos. Segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, 7.437 agências bancárias de todo o país fecharam as portas nesta terça-feira. A paralisação também atinge os centros administrativos de todos os bancos nas capitais, segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. Embora as atenções da categoria tenham se desviado para o primeiro turno das eleições, no último fim de semana, a festa cívica não esfriou a mobilização, segundo Cordeiro. Ao contrário, os bancários demonstram cada dia mais a “capacidade de resistência e enfrentamento à intransigência dos bancos”. Os bancários querem 11% de reajuste, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece apenas os 4,29% de reposição da inflação e rejeita as demais reivindicações, como valorização do piso salarial e maior participação nos lucros e resultados (PLR). Como os patrões se mantêm irredutíveis, sem nenhuma sinalização de reabrir negociações, o presidente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Rodrigo Britto, considera a atitude um descaso, próprio de quem aposta no confronto. Segundo ele, o grande número de agências bancárias fechadas mostra o descontentamento da categoria com os banqueiros, que se negam a dividir parte dos gordos lucros obtidos neste ano.
Greve dos bancários aumenta mobilização em todo o país
A greve dos bancários, que está no oitavo dia, está ainda mais forte nas grandes cidades e se alastra pelos municípios pequenos. Segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, 7.437 agências bancárias de todo o país fecharam as portas nesta terça-feira.
Quarta, 06 de Outubro de 2010 às 07:44, por: CdB