Pelo menos R$ 80 mil em madeira estão deixando de ser exportados do Amazonas para o mercado europeu, em virtude da greve dos funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrada no estado desde o dia 3.
Segundo Francisco Antônio, gerente de exportação e logística da madeireira Mil, sediada no município de Itacoatiara, aproximadamente 100 metros cúbicos de madeira ficam parados diariamente na empresa por falta de fiscalização e da liberação por parte do Ibama.
- Desde que a greve do Ibama começou no Amazonas, esses processos estão empacados e sem a exportação para a Holanda, nosso principal cliente, o prejuízo diário é estimado em até R$ 90 mil -, informou.
Para o diretor-presidente da Agência de Florestas do Amazonas (Afloram), Malvino Salvador, apesar dos 13 dias de paralisação no Ibama, ainda não é possível mensurar os prejuízos causados no interior do estado sem a fiscalização ambiental. Desde outubro do ano passado, explicou, as atividades de licenciamento, liberação das atividades madeireiras e planos de manejo, se feitos em áreas com menos de 50 mil hectares, são de responsabilidade do governo estadual, por meio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
- Neste momento, ainda não temos como calcular os prejuízos da greve. Mas sobre as reservas de desenvolvimento sustentável, como a de Mamirauá, as atividades de controle ambiental estão transcorrendo normalmente -, afirmou Salvador.
O analista ambiental Marcelo Dutra, funcionário do Ibama no Amazonas, lembrou que os servidores já estão cumprindo essa decisão desde quarta-feira. Ele garantiu, no entanto, que a partir de segunda-feira será iniciada uma "greve política, principalmente para sensibilizar a sociedade de que o instituto é o principal guardião do meio ambiente brasileiro".
Greve do Ibama afeta exportação madeireira do Amazonas
Quinta, 17 de Maio de 2007 às 18:20, por: CdB