Pessoas lotam os pontos de ônibus do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira, devido ao pequeno número de coletivos que circulam pela cidade. Pela primeira vez nos últimos15 anos, os rodoviários decidiram entrar em paralisação de 24 horas, desde a meia-noite desta quarta-feira, podendo deixar cerca de 3 milhões de usuários sem ônibus. No entanto, a adesão à greve não foi total e algumas linhas continuam circulando pela Zona Sul, Zona Oeste e Zona Norte do Rio com uma frota reduzida.
Na Central do Brasil, na Avenida Presidente Vargas, cem policiais militares estão tentando impedir que rodoviários em greve bloqueiem a passagem de ônibus dirigidos por profissionaisque não aderiram à paralisação. Para conter a manifestção, PMs chegaram a dentonar uma bomba de gás de pimenta e pelo menos uma pessoas foi hospitalizada.
Segundo os rodoviários, 90% da frota de ônibus permanece nas garagens esta manhã. Eles estimam que até 12h apenas 30% dos ônibus entrarão em circulação.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, Oswaldo Garcia, a categoria recusou a proposta de 5,8% de reajuste salarial oferecida pelos empresários de ônibus.
A categoria reivindica um aumento salarial de 17% e o fim do cargo de motorista júnior, aquele que dirige e cobra a passagem nos microônibus. Os rodoviários alegam que há milhares de trocadores que devem ser demitidos por causa dessa nova função.