Pelo menos 29 ônibus foram depredados em São Paulo por causa da greve de motoristas e cobradores. Os veículos fazem parte das quatro viações que não aderiram à paralisação e operam nesta manhã. São elas: Gato Preto (regiões norte e oeste), Santa Brígida (norte), Tupi (oeste) e Paratodos (sul). Atuam na cidade 39 empresas. Não há registro de vias interditadas por causa de manifestações. Segundo a SPTrans, 98% do sistema está paralisado. Conforme a empresa, que gerencia o transporte público na cidade, 3,1 milhões de pessoas são transportadas diariamente pelas viações em greve. A paralisação começou à 0h. Os motoristas e cobradores reclamam de atrasos na entrega dos tíquetes-refeição, falta de recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a indefinição sobre os contratos emergenciais das viações com a prefeitura, vencidos na última sexta-feira e não renovados. A paralisação ocorre no mesmo dia em que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) implanta a "Operação Volta às Aula", quando aumenta o volume de tráfego na cidade. A prefeitura suspendeu o rodízio de veículos e liberou as faixas exclusivas de ônibus e o estacionamento na zona azul da cidade. A greve e a volta às aulas causam dor de cabeça ao motorista e aumentam o índice de congestionamento.
Greve de ônibus prejudica 3,1 milhões em SP
Pelo menos 29 ônibus foram depredados em São Paulo por causa da greve de motoristas e cobradores. Os veículos fazem parte das quatro viações que não aderiram à paralisação e operam nesta manhã.
Segunda, 03 de Fevereiro de 2003 às 11:09, por: CdB