Rio de Janeiro, 20 de Março de 2026

Greve de médicos residentes atinge 90% da classe no Rio

Quarta, 08 de Novembro de 2006 às 17:30, por: CdB

Mais de 90% dos 2.700 médicos residentes do Rio de Janeiro já aderiram à greve que completa nesta quarta-feira oito dias. A principal reivindicação da categoria é a aprovação da lei que garante o reajuste da bolsa que recebem, congelado há cinco anos. A carga horária do programa de residência é de 60 horas semanais e os médicos recebem R$ 5,16 por hora de trabalho, o que equivale a um salário mensal de R$ 1.474. A greve teve início em São Paulo nesta quarta.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Médicos Residentes do estado, Marcelo Mallet, a greve continuará por tempo indeterminado. Ele lembrou que esses profissionais são responsáveis por 70% do atendimento da população que procura o Sistema Único de Saúde no estado.

- A rede pública tem um déficit importante de médicos, por isso o residente interessado na sua formação acadêmica, colabora bastante com o atendimento da rede pública de saúde. Ele é a linha de frente no atendimento de toda a população, mas sempre sob supervisão -, informou.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, reiterou o apoio da entidade às reivindicações da categoria. Darze informou que o governo federal já sinalizou para um reajuste parcial de 30% no valor da bolsa, que começará a ser pago em janeiro de 2007.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a greve não afetou o atendimento à população, porque os residentes fazem parte do quadro complementar de funcionários dos hospitais.

Em São Paulo a greve dos médicos residentes teve início nesta quarta, por tempo indeterminado, acompanhando a greve nacional. Uma das reivindicações é o reajuste de 53,7% na bolsa-residência, que, segundo os residentes, há cinco anos não é reajustada. Atualmente o valor da bolsa é de R$ 1.470.

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