O Grêmio venceu ao Olímpia do Paraguai por 3 x 2, na noite dessa terça-feira, em Assunção, e agora só precisa de um empate na partida de volta, dia 8 de maio, no estádio Olímpico, para chegar às quartas-de-final da Copa Libertadores da América. O time gaúcho largou na frente, permitiu a virada ainda no primeiro tempo, mas acabou conseguindo uma recuperação sensacional no segundo tempo do jogo. O Grêmio surpreendeu pela postura ofensiva dos primeiros minutos. Tentou sufocar o adversário e, aos 2 e 4 min, conseguiu dois chutes perigosos, o primeiro à esquerda e o segundo à direita da meta do goleiro Tavarelli, um através de Rodrigo Fabri, o outro por Luis Mário. Ninguém esperava tal ousadia. Aos 9min, numa cobrança de escanteio, um objeto voou das arquibancadas e acertou o olho esquerdo do meia gremista Gilberto. Era o Grêmio em cima do adversário, irritando a torcida paraguaia, que tentava participar e intimidar o time gaúcho Talvez entusiasmado pela participação de seu povo, o Olímpia tornou-se mais agressivo e um chute de Alvarenga, aos 13min, para boa defesa de Danrlei, foi a primeira ação eficiente e objetiva do time. Nada muito perigoso. Nada que encolhesse a equipe gaúcha, que aos 19min fez 1 x 0, após escanteio da ponta direita. Foi assim: a bola sobrou para Gilberto, na esquerda, e ele devolveu para dentro da grande área, achando Claudiomiro, que cabeceou sozinho, sem maiores dificuldades, no canto direito de Tavarelli. A desvantagem jogou o time paraguaio ainda mais para a frente e López, aos 26min, numa cobrança de escanteio da ponta direita, cabeceou para baixo e empatou o jogo. O 1 x 1 que impulsionaria de vez o Olímpia para cima do Grêmio. A virada viria aos 33min, após um erro do volante Amaral, que proporcionou o cruzamento da direita e, na seqüência, o chute de Caballero, da pequena área, fazendo 2 x 1. A desvantagem descontrolou totalmente ao Grêmio, que só não sofreu mais um gol no primeiro tempo porque os atacantes paraguaios não tiveram a tranqüilidade para administrar as boas chances que tiveram para ampliar a vantagem. Veio o segundo tempo e o Grêmio tentou sair atrás do prejuízo. Christian, Fabri e Luis Mário se atiraram para dentro da área do time paraguaio, mas faltava a tranqüilidade para executar com eficiência o lance final. A torcida paraguaia, outra vez, voltou a atuar. Diante da tentativa de reação gremista, ela começou a jogar objetos para dentro de campo, fazendo com que o árbitro Oscar Ruiz interrompesse uma cobrança de escanteio e pedisse uma atitude mais consciente. Eram 10min e enquanto os tricolores buscavam desesperadamente a igualdade, os jogadores do Olímpia apostavam no contra-ataque. Uma estratégia tensa para os dois lados. Deu certo para a equipe gaúcha. A jogada começou num lançamento de Danrlei, passou pelos pés de Rodrigo Fabri e acabou nos pés de Gilberto, que com um chute de fora da grande área acertou o ângulo esquerdo e decretou o 2 x 2, aos 16min. Aos 20 veio a virada: Luis Mário recebeu lançamento de Gilberto e, na saída de Tavarelli, acertou o canto direito, rasteiro, fazendo 3 x 2. Um gol que fez os torcedores do Defensores Del Chaco se aquietarem. A lesão de Luis Mário, aos 30min, obrigando o técnico Tite, do Grêmio, a colocar Basílio em campo, debilitou a estrutura do time e deu a impressão de que os donos da casa teriam a chance de, ao menos, buscar a igualdade no jogo. E oportunidades realmente ocorreram, mas não foram aproveitadas e o Tricolor ficou em ótima situação para, dia 8, garantir vaga na próxima fase da Libertadores. OLÍMPIA 2 X 3 GRÊMIO Olímpia Tavarelli; Isasi, Cáceres, Benítez e Marcio Costa (Córdoba); Esteche, Enciso, Quintana (Peque Benitez) e Alvarenga; Caballero (Baez) e López. Técnico: Alicio Solalinde Grêmio Danrlei; Anderson Lima, Polga, Claudiomiro e Roger; Amaral, Emerson Rodrigo Fabri (Élton) e Gilberto; Luis Mário (Basílio) e Christian (Gavião) Técnico: Tite Data: 22/4/2003 (terça-feira) Loca