Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Greenpeace comemora 37 anos e prioriza Amazônia

A restrição à caça de baleias, o estabelecimento de políticas para impedir o descarte de lixo tóxico nos oceanos e que países mais industrializados enviem resíduos para nações mais pobres foram listados pelo diretor-executivo da organização não-governamental Greenpeace, Marcelo Furtado, como resultados de ações da entidade.(leia mais)

Terça, 16 de Setembro de 2008 às 12:42, por: CdB

A restrição à caça de baleias, o estabelecimento de políticas para impedir o descarte de lixo tóxico nos oceanos e que países mais industrializados enviem resíduos para nações mais pobres foram listados pelo diretor-executivo da organização não-governamental Greenpeace, Marcelo Furtado, como resultados de ações da entidade, que completou 37 anos nesta terça-feira. Com representações em mais de 30 países, a ONG é conhecida pelos protestos irreverentes em defesa de causas ambientais.

Na avaliação de Furtado, a participação de organizações da sociedade civil como o Greenpeace são fundamentais para a elaboração de políticas públicas que “tenham a cara do cidadão, e não de um burocrata”.

- Além do papel de mobilizar o público, temos o desafio de participar dos processos e mostrar que é possível fazer política pública de qualidade, seja as que partem de documentos da ONU [Organização das Nações Unidas], do Congresso Nacional ou da prefeitura de uma cidade - apontou.

A ONG, que tem cerca de três milhões de colaboradores em todo o mundo, elencou o enfrentamento às mudanças climáticas como um dos desafios principais para os próximos anos de mobilização, segundo Furtado.

- A questão ambiental se tornou uma discussão absolutamente global em um momento que o mundo está precisando desse tipo de trabalho. E o aquecimento global coloca um imperativo para o homem decidir: ou mudamos nosso modelo de desenvolvimento ou não vamos ter um planeta Terra para viver - comparou.

No Brasil, onde a ONG tem representação há 16 anos, as prioridades de atuação são a defesa da preservação da Amazônia e a da manutenção da matriz energética baseada majoritariamente em fontes renováveis, como a hidráulica.

- O diálogo [entre a ONG e os governos] existe, o problema é que a política ambiental brasileira hoje é muito equivocada. O governo Lula está incentivando uma intensificação da produção do agronegócio na Amazônia e a construção de usinas nucleares e térmicas. E essas políticas vão na contramão da sustentabilidade - afirmou.

Tags:
Edições digital e impressa